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Dicas de sobrevivência para trilha

Olá, meus amigos! Quem gosta de aventura não perde uma tilha no meio do mato, não é mesmo? Se você é desses, vai gostar de ler essas dicas gerais que selecionei, para não se perder em uma trilha, ou para voltar a encontrar o caminho, se se perder de vez.

Mulher na natureza
Imagem de denkendewolke por Pixabay.


1 - Tenha uma boa noção prévia do mapa

A primeira dica é ter sempre uma boa noção do mapa ao redor antes de sair trilha adentro. Por exemplo, se a trilha é próxima a São Francisco de Paula, você tem que saber para que lado fica a cidade. O que tem ao sul? E ao norte? Uma rodovia por perto? Por isso é bom olhar o mapa antes. No momento em que estiver de fato perdido, já terá uma boa noção de como planejar uma rota de saída. Por outro lado, imagine alguém completamente perdido, sem ter nenhuma noção do mapa. Não sabe se a cidade fica ao sul, ou ao norte. Já pensou? Seria muito mais complicado.

Google Maps, região de São Francisco de Paula


2 - Informe pessoas próximas

Informe algum conhecido sobre onde você pretende ir, quanto tempo a trilha leva. Se você se perder, vai querer que alguém sinta a sua falta e saiba onde lhe procurar, não é verdade? Parece só um detalhe besta, mas não custa nada.


3 - Tenha noções básicas de sobrevivência

Conhecimento poderá salvar a sua vida. Quanto mais, melhor. Mesmo que seja uma trilha fácil, autoguiada, pelo menos o básico você tem que saber. Ajuda muito ver aqueles programas de sobrevivência. Eu sempre lembro daquele, "À Prova de Tudo", com Bear Grylls. Largavam o cara de helicóptero no meio do nada com o mínimo necessário e ele tratava de encontrar a civilização em um ou dois dias. Ele dava muitas dicas. Mas enfim, você não precisa ser um Bear Grylls. Mas precisa pelo menos saber construir um abrigo, se tiver que passar a noite, fazer uma fogueira com os recursos que se tem (fogueira mantém aquecido, afasta animais), orientar-se (pelo sol, pela bússola ou até pelas estrelas). Uma coisa interessante que ele sempre fazia é observar o relevo afim de encontrar um curso d'água. Um curso pequeno sempre desemboca em um maior e assim por diante até o mar. Porém, a civilização sempre se desenvolve às margens dos rios. Então, no caminho dos cursos d'água, provavelmente você irá encontrar algo: uma ponte, uma casa de campo, uma cabana de pesca. Não tem erro.

Córrego em meio à natureza
Imagem de Martin Tajmr por Pixabay


4 - Leve equipamentos básicos de sobrevivência

Ninguém nunca adivinha quando vai se perder. Por isso, não espere estar perdido para lembrar que poderia ter trazido a bússola que deixou no carro, que poderia ter trazido uma garrafa com água, que poderia ter trazido aquela faca que ficou no porta-luvas.

Mesmo se você for se afastar algumas centenas de metros apenas, pense nos equipamentos que poderiam ser importantes caso se perdesse. Podem ser itens leves, como um isqueiro, um boné, um canivete, uma bússola, uma garrafa d'água. Mesmo que seja uma trilha leve, ir sem camiseta pode ser um problemão em caso de estar perdido no mato: mosquitos, vegetação roçando, sol queimando. Assim, sempre inicie uma trilha minimamente preparado. Leve a natureza à sério, pois ela é perigosa, e mais ainda para despreparados.

Pessoa segurando uma bússola
Imagem de goroziya por Pixabay


5 - Sempre considere a possibilidade de se perder

Mesmo que a trilha seja bem demarcada, com um bom trânsito de pessoas, fique sempre atento a possíveis pontos de referência: árvores que se destacam, cursos d'água, montanhas, pedras altas. Embora a conversa possa estar sendo boa, jamais se perca em devaneios enquanto caminha. Fique sempre atendo a bifurcações, ou até locais que pareçam bifurcações. Se necessário, em locais que possam gerar confusão, demarque o caminho com algum sinal, como uma lascada de facão em uma árvore, um galho quebrado, um pedaço de pano amarrado, ou qualquer coisa bem identificável. Vá pensando "se ocorrer de eu me perder, como faria para voltar? Quais pontos de referência usaria?"

Bifurcação da trilha, no meio do mato
Imagem de Bruno Germany por Pixabay


6 - Não saia da trilha, por nada

Sei que para a maioria parece uma dica óbvia, mas sempre tem maluco com ideias "geniais". Por exemplo, "Essa montanha deve ter uma vista muito bonita lá de cima. Vamos lá dar uma olhada?" Ah, legal, só um pouquinho, estou ligando para o helicóptero do Bear Grylls te dar uma carona. Eles vão te deixar lá em cima e depois você dá um jeito de voltar pra casa. hahaha. Gente, a natureza é sacana. Você acha que está indo em linha reta, e não está. Uma coisa é prática de montanhismo, subir em picos nevados, montanhas sem vegetação etc. Outra coisa é subir uma montanha com mato fechado, longe de pontos de fácil referência, onde não há trilha, ninguém costuma ir. Na dúvida, não arrisquem. Mesmo para gente experiente, existem diversos relatos de pessoas perdidas. Isso me faz lembrar daquele outro programa, o "Sobrevivi", lembram? Enfim, não queiram aparecer na televisão, ok?

trilha entre árvores
Imagem de Thomas Hendele por Pixabay


7 - Mantenha a calma, planeje bem

É normal sentir uma sensação de ansiedade, até desespero, no momento em que percebe que está perdido. Nesse caso, não saia por aí sem rumo. O melhor a fazer é parar no mesmo local e ali mesmo refletir um pouco: em que momento podemos ter saído do caminho principal? Além disso, tente olhar bem para os lados em busca de pontos de referência. Normalmente se está bem próximo de alguma referência ou da trilha principal, basta olhar com atenção. E, se normalmente está próximo, grite por ajuda. Alguém pode estar na trilha principal e ajudá-los. Mas, se for tomado por pânico e sair andando, aí sim vai se perder de vez. Outra coisa: marque muito bem o local onde se deram conta de estar perdido, e planeje muito bem o que fazer, para onde ir. Se tiver uma bússola, passe a demarcar muito bem a direção que está indo e as distâncias aproximadas. O objetivo principal pode ser encontrar a trilha de novo. Agora, se isso não acontecer: Bear Grylls! Hahahaha.

Homem seguindo por uma trilha
Imagem de Hermann Traub por Pixabay


Enfim, espero ter ajudado. Quis ser bem amplo mesmo, sem ser muito específico, até porque o assunto seria interminável. Então, melhor mesmo é deixar o resto para uma boa conversa ao redor da fogueira. Mas é bom para ter uma noção geral. Não sou muito velho, mas já fiz bastante trilha até o momento em minha vida, e sou um admirador dessas técnicas de sobrevivência. Espero nunca me perder, mas, se isso acontecer, provavelmente estarei preparado. Bear Grylls que se cuide! Haha! Mas então é isso. Se você gostou desse conteúdo, comente abaixo sua opinião. Vou gostar de ler também as suas dicas de sobrevivência, trocar umas ideias. Abraço e boas aventuras!


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10 dicas para um acampamento de sucesso

Entrar em contato com a natureza é o que cada vez mais pessoas têm buscado, principalmente para fugir do estresse da vida em cidades grandes. Mas muitos ainda associam o campismo com “passar trabalho”, como se fosse algo muito desconfortável. O que essas pessoas não sabem é que é tudo uma questão de desenvolver os conhecimentos adequados e ter os itens mais apropriados para cada função. Acampar é uma arte, poderíamos dizer. Por isso, hoje quero te dar algumas dicas avançadas, daquelas que só os campistas experientes desenvolvem, e ainda falar sobre alguns itens essenciais que você poderia investir para não passar sufoco. Enfim, se você não souber disso, a probabilidade de passar “perrengue” será alta.

Imagem de Brahmsee por Pixabay.

1) PROTEÇÕES CONTRA INSETOS


Nem todo camping tem mosquitos, mas é bom você estar sempre preparado para um ataque surpresa. Normalmente, eles costumam atacar ao fim da tarde com mais voracidade, e param (ou diminuem bastante) ao anoitecer. Nesse momento, um repelente pode fazer a diferença na sua vida. Normalmente quem não costuma acampar pensa que “um mosquito ou outro nem incomoda” ou que “não sou do tipo que os mosquitos preferem”. Porém, essas pessoas não têm ideia do nível que um ataque de mosquitos pode chegar. Depende muito do local, do clima etc. Para evitar incômodos, leve repelente. Existem também produtos para afugentar insetos para uso ao ar livre. Costumo aplicar ao redor da barraca. Em um momento de ataque, você também pode cobrir áreas vulneráveis do corpo, usando roupas de manga comprida, meias de cano alto. Mas não precisa exagerar. Se não estiver “sob ataque”, não precisa se defender. Então, apenas leve os produtos e saiba como agir. Ah, e não esqueça de deixar a barraca sempre fechada. Entre e saia o mínimo possível, evitando o incômodo de ter alguma companhia durante a noite.


2) USO DAS CORDAS


Cordas extras nunca serão demais. Você poderá usar como varal, para amarrar uma rede, para ajudar na fixação de lonas e barracas...

Leve de 10 a 20 metros de corda grossa, que suporte peso. Essa poderá ser usada para diversas finalidades importantes. Por exemplo, você pode amarrar entre uma árvore e outra bem forte e colocar uma lona por cima, no formato de uma cabana. Se fizer isso, pode usar a mesma corda para ir até outra árvore, servindo de varal (ou seja, nem precisa cortar a corda). Se atolar o carro, essa corda também poderia ser usada para desatolagem, se tiver outro carro para puxar. Pode usá-la para prender uma rede entre duas árvores também. Como é uma corda grossa, prefira uma não tão pesada, embora forte. Eu uso uma de nylon. 

Leve também uma boa metragem de corda mais fina. Você poderá usá-la para ajudar na fixação da barraca, caso precise amarrar espeques mais distantes, ou como fixações extras, entre a barraca e galhos de árvore. Para uma lona, então, será certamente usada, pois muitas vezes as amarrações originais não alcançam onde você gostaria. Então, você usa essas cordas para fixá-la a locais mais distantes.


3) ESPEQUES E FIXAÇÃO DA BARRACA


Muitos inexperientes acreditam que podem confiar nos espeques que vêm de fábrica com a barraca. E estes normalmente são ferrinhos finos, lisos e que entortam facilmente. São utilizáveis, sim. Mas, em situações de vento forte, você poderá precisar de algo mais eficiente. Eu tenho quatro espeques que comprei avulsos em uma loja de camping que são ferros mais compridos, grossos e com ranhuras, parecidas com as de ferro de construção. Se não me engano paguei 4 reais cada. Estes eu costumo usar para locais que precisam ficar mais seguros, como os quatro cantos de uma lona, ou os quatro cantos da barraca. Nunca foram arrancados pelo vento, são super seguros.

Além disso, também é bastante eficiente fazer amarrações em galhos de árvore, às vezes até em pedras pesadas. Tudo depende do que estiver à disposição e for melhor. Outra dica é cravar o espeque em uma direção perpendicular à força que o irá puxar. Imagine sempre as piores situações de vento com antecedência. Ou seja, não espere ventar para sair em desespero segurando tudo sem saber o que fazer.


4) BARRACA IMPERMEÁVEL


Este foi nosso acampamento no Ecological Camping Punta Rubia, no Uruguay. Veja a postagem Campings do Uruguai, para mais informações do local. Usei uma corda para fazer de varal, mas não me preocupei com lona sobre a barraca, pois já acampamos outras vezes com esta e sabemos o quando é boa. E eu também já sabia que a previsão do tempo era boa. Essa uma Nautika Cherokee para 6/7 pessoas. Pode chover à vontade que não entra água.


Em uma barraca, queremos dormir tranquilos, escutando o barulho das folhas, do vento... Uma maravilha! Mas a pior coisa que pode acontecer é chover e começar a entrar água, pingar em cima, alagar. Seria terrível.

Por isso, o melhor de tudo é se prevenir e comprar uma boa barraca, com boa impermeabilização e costuras seladas. As mais seguras têm duas lonas, a externa e a interna. A interna é menos impermeável, mas serve para deixar o ar circular melhor e evitar que a umidade da nossa respiração se condense no teto e escorra, pingue. Já a lona externa tem mais proteção: é mais impermeável e talvez tenha proteção UV. Cores claras ajudam a refletir os raios solares e evitar o aquecimento demasiado em dias de sol.

Uma boa que temos usado agora é a Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black. Veja a postagem Resenha: barraca Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black para mais informações. É para apenas duas pessoas, mas compramos para armá-la em cima do bagageiro de teto do carro. Veja esse projeto na postagem Uma barraca iglu sobre o bagageiro de teto.

Enfim, não adianta comprar aquelas barraquinhas que vendem em qualquer supermercado. Quer contar com a sorte? Melhor não. A barraca é o item principal em um acampamento, então, invista em algo bom. Se você tiver uma boa noite de sono, terá energia para aproveitar os passeios do dia seguinte. Beleza?

Para mais informações sobre tipos de barraca e outras formas para passar a noite, dê uma lida na postagem Onde dormir em acampamentos de viagens longas?


5) USO DAS LONAS DE COBERTURA


Tem gente que gosta muito de lona. Os caras colocam uma por baixo da barraca e outra por cima bem apertada. Por quê? A pessoa acha que assim está mais protegida da chuva, mas depende. Se fosse bom assim, as barracas já viriam de fábrica cobertas por uma lona totalmente impermeável. Mas não. As lonas das barracas são feitas para deixarem o ar circular. Primeiro, porque precisamos respirar e, segundo, porque o vapor de água produzido por nossa respiração precisa sair. Então, o envelopamento da barraca irá fazer os vapores se condensarem no teto da barraca, e daí sim vai começar a gotejar. Alguns irão achar que está pingando da chuva, mas é o próprio vapor da respiração mesmo.

Repito, compre uma boa barraca, bem impermeável, e nunca mais se preocupe com esses envelopamentos extras.

Mas, se quiser colocar uma lona por cima, coloque com certa distância. Não impeça o vento de passar. Deixe o vento passar livremente. Para evitar o frio, cubra-se, vista-se bem, só isso. Mas deixe o vento circular. E ele não é muito, pois o tecido da barraca segura bastante, não é como estar ao ar livre.

Além disso, para prender as extremidades, use algo flexível. Pode amarrar em um galho de árvore flexível (e resistente). Ou use borrachas, ou elásticos. E compre uma boa lona, resistente, com ilhós para amarração. Eu uso uma lona de caminhão. Não é das mais grossas, nem das maiores, mas é boa, de acordo com minhas necessidades. É preciso escolher algo resistente, mas pensando também no peso e no tamanho que ocupará no porta-malas. Mas invista em algo bom, para depois não ter que se preocupar com lona rasgando, voando com o vento...


6) FOGAREIRO RESISTENTE À BRISA




Outro investimento que considero importante é um bom fogareiro. Nós no momento temos dois e os escolhemos com uma tecnologia que dificilmente apaga a chama com o vento. Ora, você provavelmente estará ao ar livre, com pelo menos uma leve brisa correndo. E, para uma boca de fogão normal, qualquer vento já apaga ou diminui a capacidade de aquecimento, dificultando muito a sua vida. Então, por que passar sufoco? Compra logo um fogareiro um pouco melhor. O nosso é cerâmico. A chama aquece uma tela cerâmica, deixando-a incandescente. Assim, essa tela incandescente mantém a chama sempre acesa. Só se estiver ventando muito mesmo, para dar algo errado.


7) LOCAL ADEQUADO PARA A BARRACA


(Photo by Wilson Ye on Unsplash). Já escrevi uma postagem específica sobre a escolha do local. Chame-se Qual local escolher para colocar a barraca? Dê uma lida para ficar sabendo de mais detalhes. Mas vou resumir aqui os principais pontos.

A natureza é bonita, mas pode ser perigosa também. De uma hora para outra pode armar um temporal e tudo mudar. E você estará exposto e desprotegido, dentro de sua barraca. A árvore ao lado pode não resistir aos ventos e deixar um galho cair, ou uma fruta pesada. Um rio pode subir rapidamente, e tem uns que sobem até mais de dez metros. Então, ao armar sua barraca, você tem que pensar em qual local é mais seguro. Por último, pensar nas comodidades, no conforto. Mas tem muito mais aí para considerar. Clique no link da postagem, na legenda da foto acima, e leia mais a respeito, pois é muito importante que você domine todo esse conhecimento. O local da barraca será determinante para seu acampamento ser um sucesso.


8) GELO DA CAIXA TÉRMICA

Para quem leva uma caixa térmica com gelo, como a maioria dos campistas, é bom que saiba disto. É algo simples, mas ajuda muito. É o seguinte.

Quando você compra um saco de gelo e o põe na caixa térmica com os alimentos, o que ocorre no dia seguinte? Isso... Você acorda, vai fazer café e, quando abre a caixa, vê que o gelo já derreteu parcialmente e os alimentos estão imersos em água, boiando. Mesmo potes que pareciam bem fechados, de alguma maneira permitiram que a água entrasse. Catástrofe, né? Acontece.

Bom, existem algumas soluções para isso. Mas a melhor que achamos foi a seguinte. Um dia antes da viagem, colocamos garrafinhas de água mineral no congelador. No dia da viagem, logo antes de sair, colocamos elas na caixa junto com comidas ou bebidas. Não gela tanto quanto se colocasse direto no gelo, mas deixa fresco o suficiente para manter os alimentos e bebidas frescos. Outro benefício é que, conforme o gelo vai derretendo, você pode ir bebendo. Se fosse gelo daqueles de saco comprado, seria água colocada fora. Você teria que ir escorrendo. Mas, como é água mineral, você bebe, e bem gelada.

Cuide para não deixar a caixa ao sol, ou não ficar abrindo a tampa toda hora. E, se quiser gelar mais, poderá também abrir as garrafinhas com um canivete e deixar o gelo em contato direto. É uma escolha. Se for fazer isso, pelo menos faça com água da torneira. Deixe as minerais para beber. Bom, infelizmente isso só serve para os primeiros dois dias de uma viagem. Nos outros você teria que comprar sacos de gelo mesmo.


9) COLCHÃO DE AR


Adoramos dormir na nossa barraca, ainda mais em cima do carro. A visão é melhor ainda. Olhando essa foto, consigo sentir o conforto de nosso colchão de ar. Ah, na postagem Nosso projeto de bagageiro de teto para barraca iglu dou a dica do colchão que usamos aí na foto, e que é o mais estreito, que cabe nesta barraca Arpenaz 2.


Sou adepto do colchão de ar. Já me acostumei e às vezes até penso que é mais confortável do que o colchão de casa. Talvez porque em casa não estou em meio a natureza...? Enfim. Mas uma dica para quem não tem o costume de acampar e vai dormir em colchão de ar é: não infle totalmente! Se você encher demais, ele fica duro, você sente as dobras do colchão, fica ruim. O segredo é o seguinte. Você infla até o ponto em que consegue deitar de lado sem sentir o piso nos ombros e quadris. Ficou sem tocar o chão, infla só mais um pouco e está pronto.

Para inflar, pode ser cansativo. Mas o segredo é bombear com calma, dar pausas para descansar, ou revezar com alguém. Mas você também poderia pensar em comprar um colchão que dê menos trabalho, que demore menos para inflar, ou investir em uma bomba elétrica. Nós por enquanto usamos uma bomba manual, mas temos um colchão relativamente fácil de encher, pois não é tão grande e tem um sistema que facilita.


10) ISOLANTES TÉRMICOS PARA O FRIO

Para acampar no frio é preciso saber de técnicas adequadas. Você tem que saber que não é igual a dormir em casa. O ar gelado entra por todos os lados, até por baixo. Sim, o colchão de ar fica gelado e dói até a alma.  "Frio de renguear cusco", como dizemos por aqui. Assim, quem não está preparado, com os conhecimentos certos, costuma se ferrar e nunca mais acampar no frio. Gente, calma!

Sabendo que o colchão de ar será uma fonte de ar frio, você precisará isolar o contato entre ele o chão frio, e entre ele e você. Em baixo do colchão, pode colocar uma manta de borracha ou qualquer isolante térmico. Entre o colchão e você, coloque um cobertor grosso. E pronto! Fica até mais macio e confortável.

Outra coisa: não pense que você irá se vestir como em casa, de bermuda e manga curta. Não. Leve manga comprida, calça comprida, moletom. Prepara-se com roupas pesadas, e se cubra com bons cobertores. Se ficar quente demais, é só tirar algo. Mas, se ficar com frio, você sabe que tem uma boa proteção extra. O que NÃO PODE é passar a noite toda com frio e não tomar providências. E, de novo, não bloqueie a passagem do ar pela barraca. Deixe o ar correr, para evitar a formação de água no teto, como falei antes.

Bom, agora você já sabe o que fazer. Passa frio se quiser. Mas te garanto: é muito bom acampar no frio! Já acampamos à zero graus aqui no Rio Grande do Sul. Só faltou a neve, mas quem sabe um dia.


Bom, meus amigos, depois de todas essas dicas, a única coisa que você ainda precisará é estar junto de pessoas que você gosta. Daí sim, fechou todas, seu acampamento será sucesso garantido! Compartilhe essa postagem com seus amigos, e quem sabe assim você os convence a ir acampar contigo da próxima vez. Abraço e até a próxima!


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Uma barraca iglu sobre o bagageiro de teto

Boa tarde, meus amigos! Temos o prazer de apresentar nosso projeto, já testado e aprovado por várias vezes: uma barraca iglu comum sobre o bagageiro de teto! Não fui o primeiro a fazer isso, e espero que, com esta postagem, mais pessoas também possam fazer.

Essa foto foi de um acampamento que fizemos no Brasil Raft Park, no município de Três Coroas. A área para camping ficava mais a frente, e era em um terreno inclinado, com muitas árvores e folhas pelo chão. Não gostamos do local indicado. Mas que bom que, com essa nossa barraca, podemos dormir em qualquer lugar onde o carro puder ficar estacionado.


Tudo ficou pronto lá por agosto deste ano (2019), pouco antes da nossa viagem para o Atacama, onde pudemos acampar sobre o carro diversas vezes ao longo do trajeto de 17 dias até o Chile, passando pela Argentina, em camping e em posto de combustível. Depois, ainda fizemos mais uma viagem para a serra, aqui perto, dormindo mais duas noites em dois campings diferentes. Assim, podemos agora falar com mais propriedade sobre as vantagens (e desvantagens) desse projeto.

Para você que está pensando em comprar uma daquelas barracas tradicionais, que custam mais de cinco mil reais (fora o bagageiro de teto), pare, leia e repense. Estamos aqui falando de um custo de menos de quinhentos reais (preço da barraca iglu, mais o colchão de ar e um piso de EVA). Ou seja, pelo menos 10x menos. E COM MAIS VANTAGENS, MAIS BENEFÍCIOS!

Land Rover Discovery 1 com barraca comum sobre o teto do carro.
Sabe o que é interessante também? Você pode movimentar o carro sem desarmar a barraca, coisa que você não faria com aquelas barracas automotivas típicas de 6 mil reais, pois elas ficam apoiadas no chão pela escadinha. No nosso caso, se eu achar que o local não ficou bom, ligo o carro e saio andando até achar um melhor. Uma vez a Stephanie até resolveu ficar dentro da barraca enquanto eu movia o carro.


Já escrevi anteriormente uma postagem aqui sobre as vantagens e desvantagens de diversas formas de acampamento para viagens longas (veja aqui: Onde dormir em acampamentos de viagens longas?). A quinta possibilidade que discuti na época era colocar uma barraca comum sobre o bagageiro de teto, lembra? Naquele tempo, eu ainda achava que seria preciso montar um piso em chapa de metal. Mas me preocupava que o piso poderia ficar abaulado e acumulando água. Assim, descobri outra possibilidade, ainda melhor: chapa expandida.



E, para não ficar desconfortável, e não tivesse o risco de rasgar o piso da barraca, a solução foi comprar um piso de EVA tipo tatame, montado em oito partes.

Acredito que a dúvida que algumas pessoas podem ter é se não ficaria muito complicado para montar essa iglu em cima do carro. A minha resposta é: não necessariamente. A dica é você comprar uma iglu que seja de fácil montagem, além de, é claro, servir corretamente em cima do bagageiro. Por isso, compramos uma iglu Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black. Fizemos até uma postagem anteriormente falando sobre ela, incluindo um vídeo da montagem. Veja clicando em Resenha: barraca Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black. Não é a única opção. Mas, perceba que esta barraca é pequena, tem apenas duas varetas, e não precisa que se passem as varetas por dentro da lona. É só clipar uma coisa na outra. Portanto, é um modelo de fácil montagem.

Stephanie inflando o colchão de ar. Vejam como a posição para inflar fica confortável. Se fosse sobre o chão, seria preciso ficar abaixado, ou de joelhos.


Mas agora vou explicar como é o processo de montagem de tudo, não só da barraca. Vejam:


PASSO A PASSO PARA MONTAR ACAMPAMENTO


1 - Primeiro estaciono o carro em um local plano, ou o mais próximo a isso.

2 - Depois, subo na traseira do carro com os pisos e começo a montar as oito peças do tatame. As bordas eu colei com cola instantânea, para não ficarem caindo. É muito fácil mesmo. Não preciso nem subir no bagageiro. Fico apenas em pé, sobre o para-choque traseiro.

3 - Depois de instalado o piso, é só montar a barraca. É possível montar essa iglu diretamente em cima do teto, até sozinho, mas para isso tem que adquirir prática, é um pouco mais difícil, e tem risco de cair. O ideal mesmo, na minha opinião, é montar a barraca no chão, e depois levar tudo para cima. Muito mais fácil e tranquilo.

4 - Amarrar a barraca ao bagageiro de teto. Para isso, uso cordinhas simples. E o interessante é que nem preciso catar cordinhas por aí, pois deixo-as sempre fixas aos quatro cantos da barraca. Dobro tudo junto. No meio das laterais há dois elásticos próprios da barraca. Estes alcançam direitinho em dois pinos do bagageiro. Ou seja, a barraca fica bem fixa em seis pontos. Muito mais fixa do que se estivesse presa em espeques tradicionais, no chão.

5 - Inflar o colchão de ar (ou estender colchões de espuma, se for o caso). Nós inflamos com uma bomba manual. Dá um pouco mais de trabalho, mas o colchão que temos tem um sistema de enchimento um pouco mais rápido. Mas, para quem quer mais praticidade ainda, também é possível usar bomba elétrica. Estamos até pensando em adquirir uma. Outro detalhe é que, com a barraca em cima do teto, fica mais ergonômico inflar o colchão, do que com ela no chão.

6 - Pronto. Agora é só levar as coisas pessoais para dentro, como lençóis, travesseiros, cobertor... Como a barraca não é grande, só levamos o essencial. O resto fica tudo dentro do carro, como veio. Melhor ainda, pois não precisa tirar coisas e depois colocar de novo ao fim do acampamento.




Então, meus amigos, o que acharam do projeto? Comente com a gente se você gostou, e principalmente se você resolveu fazer como nós, pois adoraríamos saber que mais pessoas decidiram esquecer das convencionais barracas caríssimas de teto e fazer algo diferente e simples, e com muito mais vantagens! Até a próxima aventura!! E por enquanto nos vemos pelo nosso perfil no Instagram, @decarropelaamerica. Abraço!




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Nosso projeto de bagageiro de teto para barraca iglu

Olá meus amigos! Fim de semana passado instalamos nosso bagageiro de teto, e ficou bem do jeito que queríamos: aumentando o mínimo possível na altura do carro (pois já é alto demais!), e plano, para podermos colocar nossa barraca iglu em cima e dormir tranquilos em nossos acampamentos de viagens.

Bagageiro de teto para Land Rover Discovery 1


Já vínhamos anunciando nossas ideias para construção de um bagageiro neste formato, para suprir nossas necessidades de dormir em cima do carro, mas sem uso das tradicionais barracas de teto, vide as postagens Onde dormir em acampamentos de viagens longas? e Como fazer sua própria barraca de teto? Resumindo, uma barraca de teto tradicional exigiria um bagageiro de teto mais alto (com espaço para os parafusos), além de aumentar consideravelmente o arrasto aerodinâmico, o peso (e, portanto, o consumo de combustível), elevar o centro de gravidade (e, portanto, aumentar a probabilidade de tombamento do veículo) e, por fim, impedir-nos de entrar pelo portão da garagem (a gente teria que montar e desmontar a barraca e o bagageiro em toda saída e volta de viagem).

Nossa ideia, portanto, foi projetar um bagageiro de teto plano e o mais rente possível do teto do carro, para que não prejudicasse nossa entrada e saída pelo portão (tínhamos apenas 3 dedos de espaço!!) e para que também servisse como piso para instalação de nossa barraca iglu (Resenha: barraca Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black).

Distância de quatro dedos entre o canto esquerdo traseiro do teto do carro até o portão totalmente aberto.
A traseira do carro, ao passar, é o ponto mais crítico. Do canto esquerdo, como mostra na foto, são 4 dedos. Mas ao centro reduz para 3 (aproximadamente 5cm). Portanto, a altura máxima do bagageiro deveria ser menor que isso. Já quando comprei o carro, mandei regular o ângulo de abertura do portão de forma a que pudesse oferecer o maior vão livre possível, então, nada mais poderia ser feito, a não ser que eu elevasse o portão por inteiro, o que sairia mais caro e daria muito transtorno, principalmente porque moro em um condomínio, com diversos outros moradores.

Projeto de bagageiro de teto plano para Discovery 1
Meu veículo possui duas longarinas originais sobre o teto, mais duas barras transversais (originalmente seriam três). As barras precisariam sair. Já que são fixas às longarinas por encaixe, não teria problema em tirá-las. Já as longarinas eu preferi não tirar, pois a Discovery 1 sem longarina parece que está careca, elas fazem parte do design bonito do veículo. Por isso eu optei por manter as longarinas, e esse é o motivo dos dois buracos vistos na imagem, pois as longarinas não permitiriam a colocação da tela. No meu projeto, elas passariam rente ao plano superior. E, como elas impedem ao longo de 1,20m que sejam passadas barras transversais, tive que reforçar as duas que receberiam mais carga e acrescentar uma no centro, para ajudar a segurar a tela, para que não se deforme tanto. Não sei se me fiz entender direito, mas fica mais fácil vendo a imagem abaixo.

Projeto de bagageiro de teto plano para Land Rover Discovery 1
Em verde está o teto do carro. A parte da frente, para quem não identificou, está à esquerda da imagem. O teto não está perfeito, pois é difícil tirar medidas de algo cheio de curvas. Tive que fazer uma aproximação bem grotesca, mas já ajudou.



Enfim, levei o projeto impresso (essas duas imagens acima mesmo, mas com todas as informações das medidas) para dois locais: uma ferragem (a qual fazia também bagageiros para carros) e a Casa dos Bagageiros (a qual outros landeiros indicavam como o único local especializado da cidade).

Na ferragem, acho que não entenderam bem minhas necessidades nem o projeto, pois, mesmo diante do desenho e com todas as minhas explicações, disseram que, para servir ao propósito que eu queria, teriam que usar tubos de aço de cerca de 5cm de diâmetro a cerca de 10cm de distância do teto do carro. Pode até ser que fariam algo estável, durável, mas não cumpriria às nossas necessidades. Além disso, me entregariam o bagageiro sem acabamento. Eu que teria que levar para pintura. E o preço também não valia a pena.

Na Casa dos Bagageiros, por outro lado, foram atenciosos, entenderam minhas necessidades, analisaram o projeto sob o ponto de vista de sua experiência no assunto e, no fim das contas, fizeram todo o possível para o cumprimento do projeto e a satisfação do cliente. A cada ponto crítico, entravam em contato, para propor mudança, fazer sugestão, ou o que fosse necessário. Eles só trabalhavam com a tela Otis, mas eu não gostei. Tinha pesquisado outro tipo de grade que ficaria mais bonito, então fui atrás de um fornecedor e indiquei à loja, que aceitou, entrou em contato com a indústria (Macrotelas, de Sapucaia) e fez todos os procedimentos para a compra do material escolhido por mim (uma chapa expandida de aço com centros dos furos a cada 20x50 mm).

Após a chegada da tela, fizeram toda a soldagem dos tubos de aço com a tela e mandaram para uma outra empresa fazer a zincagem (para evitar ferrugem) e depois para outra para a pintura (preto fosco). E ficou assim:

A parte da frente do bagageiro é a que está em baixo. No fim, acabou sendo possível colocar grade em todo ele, o que foi bom, pois ficou mais bonito dessa forma. Todos os tubos tiveram o mesmo diâmetro. Eles acrescentaram (com a minha anuência, quatro esperas na parte da frente para fixação da iluminação (pretendo colocar quatro faróis de milha LED futuramente) e alguns pinos para amarração (onde amarrarei a barraca ou outra coisa que queira carregar).


Conseguiram passar a tela por cima das longarinas, e mesmo assim conseguiram deixar o bagageiro a alguns milímetros do teto traseiro do carro.

Gostamos muito. Ficou discreto, bonito, resistente, e, o mais importante, passamos pelo portão, como se vê na primeira foto da postagem. Já até me deitei em cima, para ver se ele afunda muito. Percebi que ele trabalha um pouco e acaba tocando na lataria do teto. Porém, o teto é flexível, não amassa por isso. Mesmo assim, pretendo colocar uma borracha mais grossa em baixo de cada apoio do bagageiro para elevar uns 5mm a altura (até já comprei, só falta recortar e colocar). Caso não resolva completamente, também posso colar uma fita emborrachada por baixo do bagageiro nos pontos onde ocorre o toque, para evitar que arranhe a pintura com os anos.


Assim ficou o espaço entre o bagageiro e o portão da garagem. Menos de um dedo! (risos)


Ao mesmo tempo em que faziam o bagageiro, eu corri atrás de comprar uma escadinha para a porta traseira do carro e um piso emborrachado para ficar entre o bagageiro e a barraca. Anteriormente eu tinha comprado a barraca, como disse, e, junto da barraca, também comprei um colchão de ar que coubesse na barraca. Então, tudo pronto!

Foto promocional de peças encaixáveis de piso emborrachado em EVA.
Comprei pelo Mercado Livre um kit com 8 tapetes em EVA encaixáveis de 1cm de espessura (tipo tatame) com bordas, mas todos na cor preto. A ideia é levar dentro do porta-malas e, quando for montar a estrutura, monto o tapete sobre o bagageiro, para colocar a barraca em cima. Assim, ao pisar dentro da barraca, não atritamos, com os pés, o metal do bagageiro com a lona, evitando danos à barraca. Além disso, deixa mais confortável o piso, melhora o conforto térmico (pois o EVA é um bom isolante) e, ao se virar no colchão, por exemplo, o peso do corpo não pressiona o cotovelo na grade do bagageiro, mas sim no piso emborrachado. Ou seja, pressões pontuais são melhores distribuídas, evitando desconforto em si (dor, até), e prejuízo à grade do bagageiro.


Foto promocional do colchão de ar que compramos, um Quechua Air Confort 120.
Além do tamanho (que cabe na nossa barraca), gostamos desse colchão porque enche rápido e tem câmaras de ar mais confortáveis que nosso antigo. Essas câmaras são como linhas horizontais. O colchão antigo tinha um formato estranho. Veja mais detalhes sobre ele no site oficial da Quechua. De lá, eles direcionam para o revendedor oficial aqui no Brasil, que é a Decathlon.

Enfim, não quis me alongar muito com explicações. Mas, caso alguém queira mais detalhes de algo, só comentar abaixo que eu acrescento, ou entro em contato para explicar melhor. Para quem está lendo nosso blog pela primeira vez, leia Quem somos, para nos conhecer melhor e, se quiser acompanhar nossas viagens, campings e passeios, siga-nos no Instagram pelo @decarropelaamerica ou no Facebook (página de mesmo nome). Inclusive, vamos divulgar no Instagram fotos da iglu montada sobre o bagageiro assim que possível. Só precisamos de uma viagem inaugural.

Abraço! Bons projetos e viagens a todos!
Leandro.



Veja como instalar a escadinha na postagem: Instalação da escadinha da Discovery 1 ou 2


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Como aproveitar o melhor de Gramado e Canela sem gastar muito?


Já fomos muitas vezes para Gramado e Canela, pois moramos relativamente próximo, em Porto Alegre. Mas sabemos que tem muita gente que quase nunca vai, pois em geral tudo lá é caro, se você não souber aonde ir.

Land Rover Discovery 1 300tdi 1996, Malandra, do De carro pela América, descendo a Rua Torta, em Gramado RS
Já começo com uma dica das nossas preferidas: a "Rua Torta", em Gramado.


Mas essas duas cidades são lindas e oferecem inúmeras atrações. São tantas que sempre que vamos conhecemos algo diferente. Não é um daqueles lugares que você conhece tudo em alguns dias e não precisa mais voltar. Pelo contrário, você pode voltar muitas vezes e sempre descobre algo novo. A gente costuma ir no mínimo duas vezes por ano. Já conhecemos muito, todas as principais atrações, pelo menos. Então, quero escrever hoje sobre locais bons e não tão caros, segundo a nossa percepção. E você é nosso convidado! Postamos muitas fotos de nossa última viagem a Gramado e Canela em nosso Instagram, @decarropelaamerica. Venha com a gente! E fique à vontade para comentar e perguntar. Vamos lá?


1 – Onde dormir


Se você nos acompanha, sabe que nossa preferência é sempre o camping. Em Gramado tem o Gramado Camping, um lugar lindo, tipo um condomínio de motor homes, em que a opção mais barata é colocar barraca de chão, mas eles oferecem também uma opção muito interessante, umas cabaninhas que mais parecem aquelas casinhas de criança: só tem uma cama de casal e uma cômoda. Dormimos várias vezes nessas cabaninhas e é uma maravilha. Na verdade, fazemos uma coisa bem diferente, armamos um pequeno iglu em cima da cama. Assim podemos ficar livres de qualquer inseto, mosquito ou aranha. O chuveiro é a gás, bem quentinho. Não temos nada a reclamar, só vontade de voltar.

Típica paisagem do Gramado Camping: trailers ou motorhomes dentro de casinhas, e aquela mini-cabana, onde muitas vezes já dormimos.

Stephanie caminhando distraída pelo camping
Gramado Camping
Outra opção para camping é o Parque do Sesi, em Canela. É 30 por pessoa, mas industriário (e acompanhantes de mesma barraca) paga 20, se apresentar comprovante. É localizado em Canela, um pouco distante do centro, mas, para quem vai de carro, sem problema. A estrutura é tão boa quanto o Camping Gramado, mas tem mais área para colocar barraca de chão, e áreas mais apropriadas (gramado e uma boa estrutura próxima das barracas). Chuveiro quente e bom, mas elétrico. Já acampamos duas vezes e gostamos muito. O único problema mesmo é que a vizinhança, por incrível que pareça, é muito barulhenta. Se ouvem cachorros latindo muito, carros acelerando na rua ao lado. Nada tão grave, mas é bom avisar.

Nossa área de camping, com a nossa Malandra (Discovery 1 300tdi de 1996 verde) ao fundo, nossa barraca (Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black) sobre a grama ao lado de uma mesa dobrável com coisas de camping.
Nosso local de camping no Parque do Sesi
Para quem não gosta  de acampar, mas quer pagar pouco e ainda assim ficar bem hospedado, outra opção é o Gramado Hostel. Já ficamos lá uma vez e a estrutura é muito boa. Fomos com a família e pegamos um quarto só para nós, com banheiro privativo. Ou seja, não precisa ficar em quarto compartilhado.

Também já ficamos em outras pousadas bem agradáveis. Há cinco anos, mais ou menos, ficamos na Hospedagem Vida e Natureza com os cachorros e tudo, e gostamos. Mas existem muitas outras opções semelhantes, e o que agrada um, pode não agradar outro. Nesse caso, então, o melhor é pesquisar pela internet e buscar algo que seja do seu agrado e bolso.

Já fiquei em pousadas em locais mais afastados por preços bem pequenos, mas a qualidade não era boa, ou era longe de tudo, por isso não indico. Aqui só indico mesmo o que fui e gostei.


2 – Onde comer


As duas cidades costumam ser bem caras para comida nos locais mais turísticos (centro da cidade, por exemplo). Há ótimas opções culinárias. São típicas as galeterias, as sopas, os fondues e os cafés coloniais. Em todas essas opções, se quiser comer bem, vai gastar pelo menos 30 por pessoa. Vale a pena? Olha, eu sempre digo que, para mim, comer bem é uma das principais partes do passeio.

Mas você não precisa comer em locais famosos em todas as refeições e em todos os dias. Eleja o indispensável, na sua preferência. Por exemplo, eu não sou muito de café colonial, porque é muito doce. Como vou várias vezes, da última vez, pelo Dia dos Namorados, fomos comer fondue. Pesquisamos bastante um local que fosse bem recomendado na internet e que não tivesse um preço exorbitante. Compramos por uma promoção no Groupon e gastamos pouco mais de cem reais (no total) na sequência de fondue do “Chateau de la Fondue”. E foi o melhor fondue que já comemos.

Dentro da panelinha, foundue de queijo, bem derretido e quentinho. Ao redor, cubos de goiabada, batatinhas, cenoura e brócolis cozidos e pão dormido. Essa era só a primeira etapa.

A segunda parte é assim: uma bandeja com carnes cruas que você escolhe e coloca sobre a pedra. Ao redor, diversos tipos de temperos, molhos, coberturas. A última etapa, depois dessa, é o fondue tradicional, com frutas da estação e uma panelinha com o chocolate da Prawer. Uma delícia, mas vou evitar a foto. Vá lá e veja com seus próprios olhos. 😉

E as outras refeições? Para almoço, fuja do centro da cidade, onde você pagaria mais de 30 por pessoa. O famoso Eskillo Lanches parece bom, mas não é, e sai quase 20 reais o xis salada. Demoraram uma eternidade para trazer. Mas sabe onde tem restaurantes muito bons e baratos? Na estrada, saindo de Canela, em direção a Gramado. Preste atenção que você verá muitas placas oferecendo buffet livre (alguns até com churrasco), entre 15 e 18 reais por pessoa. Um ou outro são mais ou menos, mas tem uns muito bons. É bom parar, dar uma olhada se gosta, e qualquer coisa seguir para o próximo. Estando de carro, salva o dia. Se está sem carro, ou precisa comer na cidade, pode procurar nas ruas paralelas à principal de Gramado. Mas a melhor opção mesmo, disparado, é o Armazém da Lolô, que fica bem atrás da Igreja, descendo a escada após a Fonte do Amor Eterno, e virando à direita. O local é bonito, bem localizado e tem opções de pratos a la carte bem gostosos por menos de 20 reais. Sempre que vamos a Gramado comemos lá pelo menos uma vez.

Armazém da Lolô
Para o café da manhã, não tem muito o que dizer. No camping, fazemos nós mesmos alguma coisa rápida. Quando ficamos hospedados, sempre preferimos hotel ou hostel que ofereça café da manhã, pois assim não perdemos a manhã toda atrás de comida.

Para a janta, em geral os mesmos restaurantes que se comeria no almoço, mas preferimos comer melhor no almoço e deixar a janta para algo leve, como sopa, ou algum lanche. O próprio Armazém da Lolô fica aberto de noite.

Falando em sopa, experimente a sopa (ou creme) no pão. Comemos uma boa, a la carte, em Gramado, no restaurante Petit Brasil (rua Sen. Salgado Filho, quase ao lado da loja Mãos do Mundo). Achamos o preço justo e a sopa bem boa. Ela é servida dentro de um pão bem grande.

A foto mostra um pão bem grande, com um furo no meio, completo com creme de ervilha. A Stephanie está cravando o garfo no pão para começar a comer. Foto tirada no restaurante Petit Brasil, em Gramado RS.



3 – Onde comprar chocolate


Ir a gramado e não comprar chocolate é como ir a Roma e não tirar foto com o Coliseu: impossível. E não posso recomendar um chocolate barato, pois os mais baratos em geral são ruins, daqueles hidrolisados, cheios de manteiga de cacau. Não economize dessa forma! Melhor então economizar comprando menos chocolate, mas um muito bom, a comprar um monte dos baratos. Quer chocolate barato, compra na sua cidade mesmo, no supermercado, sempre tem. O bom de Gramado é justamente o BOM chocolate.

Tirei a foto em uma vitrine de uma chocolateria de Gramado. Achei muito bonito. São barras de chocolate (uns brancos e outros ao leite), recheadas com passas e castanhas diversas.

Então, só o que eu posso te dizer é indicar as nossas preferências. Pode ser que você não concorde, pois gosto é gosto, cada um tem o seu, né? Mas a nossa preferência é pelo da Lugano, por ter mais gosto de cacau do que outros. Preste atenção, normalmente os chocolates mais voltados para o público infantil são os mais açucarados. Por exemplo, o da Florybal. Eu achei muito doce, não gostei. Já o da Prawer e da Planalto são melhores, mas não melhores que o da Lugano (nossa opinião, ok?). Outra coisa boa na Lugano é o ambiente. Eles costumam ter cafeterias com bom atendimento e um local muito agradável. Experimente o chocolate quente deles também, é muito bom! Sempre tomamos.

Quase todas as lojas te dão provas de seus chocolates. Então, vale a pena experimentar todos para saber qual é do seu gosto, antes de sair comprando pela aparência ou pelo preço. E, novamente, jamais caia naquela tentação de mão-de-vaca do “Olha, esse aqui é mais barato, pois é de uma loja não famosa”. Sei não. Já caí nessa e me arrependi. Achei que chocolate de Gramado era sempre bom, mas não é mesmo. Tem uns péssimos. Pelo menos prova bem antes. E outra dica é o seguinte: as barrinhas são sempre mais baratas do que os “fru-fru” em forma de coelho, de coração etc. Se for pra presente, ok, mas, se é só para comer, compra barrinha mesmo.


4 – Onde comprar outras coisas


Gramado e Canela têm muitas lojas. Não somos de comprar muito, pois achamos mais importante ver, viver e comer, tipo isso. Tentamos levar uma vida mais minimalista. Não compramos por comprar. Mas uma indicação boa é conhecer as encantadoras lojas da Mãos do Mundo. É uma loja de artigos asiáticos, como estátuas de Buda, de dragões, incensos, perfumes de ambiente, bijuterias, coisas simbólicas etc. Tem uma loja em Gramado e outras duas em Canela, sendo uma destas predominantemente de móveis. Inclusive, compramos uma mesa muito bonita lá por um preço muito bom. Já compramos muitos incensos também, copos e outras coisas. As lojas encantam e sempre que vamos à região queremos fazer uma visita.

Nossa selfie em frente à fachada da loja Mãos do Mundo



Mas você também vai encontrar muitas outras lojas bonitas e que vendem coisas que não são comum no Brasil, como a loja de relógios Kukos. Você poderia encontrar uma loja de cucos como essa lá na Alemanha, ou aqui em Gramado (bom, também fizeram uma em Nova Petrópolis, cidade próxima a Gramado). Gosto de ver essas lojas exóticas, mas o preço normalmente é salgado. Se eu quisesse muito comprar um cuco, até compraria, mas não acho que preciso, então só olho. Essa é a ideia.

Foto que tirei dentro da loja Kucos, de uma parede cheia de relógios cucos.



5 – O que fazer


Se você tiver dinheiro, o que não falta é opção. Mas, se você vem por poucos dias ou não pode gastar muito, TAMBÉM tem muita opção 😋. Diria que o principal de Gramado e Canela está ao ar livre: as igrejas, as ruas principais com suas lojas, a Fonte do Amor Eterno, o mirante, está tudo ali, na sua frente! Além disso, há opções que você paga uma entrada pequena, e também há aquelas bem caras, que você tem que pensar bem antes de comprar. Então, vou deixar algumas dicas do que fazer, sendo pago ou não, de preferência locais novos ou não tão conhecidos, mas que nos encanaram de alguma forma especial (não estão em ordem de preferência, ok?).

Fonte com um pequeno chafariz, cercada por uma grade baixa, onde os turistas apaixonados costumam encher de cadeados com etiquetas coloridas, onde constam seus nomes, ou mensagens de amor. Ao fundo à direita, a igreja de pedra, de Gramado.
Gramado está sempre se superando e trazendo novidades. Essa é de pouco tempo, a Fonte do Amor Eterno. É encantadora!

Vista frontal do local.
O Casamento dos Sonhos é um local novo na cidade, onde fazem casamentos temáticos como em Las Vegas. Pode ser do Elvis, do Herry Potter, do Star Wars, ou outros. Tem dois ambientes para a celebração, além de uma lojinha com lembranças e, lá fora, uma carruagem tipo da Cinderela. O local todo é bonito de conhecer e tirar fotos românticas. Clique aqui  para saber mais.

Foto tirada de baixo de uma Sequóia, árvore exótica, do norte da América do Norte
Uma árvore? Não, esta não é uma simples árvore: trata-se de uma Cequóia, uma espécie de conífera nativa da América do Norte. Sabe aquelas árvores enormes que você vê só em filmes? Então, em Canela existe um parque cheio delas, o Parque das Cequóias. Visitamos em 2015. É bonito de ver. Naquela época você apenas passeava por trilhas dentro do bosque, mas agora (li no site) eles também fazem visitas guiadas com piquenique de baixo das árvores.

Esta é parte da escadaria que desce até o pé da Cascata do Caracol, em Canela, em 2015 também. Começamos a descer cheios de casacos e chegamos lá embaixo só de camiseta 😂😂😂😂😂. Ou seja, um belo exercício! Pelo caminho, vimos até um guaxinim, tiramos muitas fotos, e o melhor: entramos em contato com a natureza! Chegamos bem pertinho, aos pés da cascata, dava até para se molhar com os respingos. Então, a dica é o seguinte: não vá de bondinho, vá de escada mesmo, é muito melhor! (Só vá de bondinho se você tiver alguma restrição física...) Bom, em 2018 voltamos e fomos de bondinho porque nunca tínhamos ido. Também é bonito. Mas, se você vai precisar escolher, vá de escada. (Veja se ela já reabriu, pois sei que passou uns dois anos fechada para reforma).

Eu e Stephanie nos beijando abaixo de uma das luminárias do trajeto que circunda o famoso Lago Negro, em Gramado.
Preferi não colocar foto do Lago Negro em si, pois em qualquer pesquisa básica sobre Gramado você verá uma foto dele. Preferi, então, destacar um detalhe secundário desse ponto, mas importantíssimo: a caminhada ao redor do lago. Na verdade, talvez não seja a trilha que enfeite o lago, mas o lago que enfeite a trilha, entende? O passeio ao Lago Negro não seria tão bom se não fosse essa trilha, por isso todo mundo que visita quer dar a volta no lago. E se você é idoso ou simplesmente não pode caminhar, tem uns carrinhos de golfe que levam. E o que dizer dessas luminárias? Muito românticas! Mereceram até uma cena de beijo, hehe.

Parte da frente do carro coberta com uma crosta de gelo da geada.
Para terminar: não tem como explicar a sensação que sentimos ao acordar cedo no Gramado Camping, chegando a -2° de temperatura durante a madrugada, e ver nosso carro assim (veja a publicação no meu Instagram). É difícil ver neve em Gramado e Canela (nunca tive essa sorte), mas a geada daquele dia foi forte, e o frio... "DE RENGUEAR CUSCO", como dizemos por aqui. O frio talvez seja o principal ponto turístico das cidades, é ele quem dá o toque especial. Então, venha no frio, mas venha bem agasalhado!

Bom, gente, espero que tenham gostado. Ninguém conhece tudo, mas temos bastante experiência com essas duas cidades, por já ter ido muitas vezes. Então, acredito que, pelo menos para aqueles que nunca ou pouco foram, isso possa ser de boa ajuda. Se quiserem vir a Gramado e tiverem alguma dúvida, podem deixar alguma pergunta aqui abaixo, nos comentários, pois terei o prazer em responder. Se gostou e quer ser informado de novas postagens, inscreva seu e-mail neste blog, siga-nos pelo Facebook ou pelo Instagram. Um abraço e boa viagem!!


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