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Itens de emergência do carro que levo em viagens longas

Olá, meus amigos! Preparado para uma viagem longa? Mesmo? Então, por segurança, melhor conferir essas dicas. Não é uma lista exaustiva. Pode ser que você ache que falte algo (daí você sugere nos comentários...), ou pode ser que você não ache necessário algum item, mas já é um bom check-list para se pensar no assunto e se preparar para a viagem.


Além dos exigidos por lei (triângulo, macaco, estepe...), recomendo levar em viagens longas os seguintes itens:


(**E, lembrando, a ideia é ocupar o mínimo de espaço, mas o suficiente para resolver problemas inesperados, ao invés de ter que ir pra casa de guincho ou pagar caro por um mecânico local e inexperiente.)

De carro pela América: Itens de emergência do carro que levo em viagens longas
(Photo by Tim Mossholder on Unsplash)


1 – Fita isolante

Esse é o item que mais precisei. Não saia sem um bom rolo de fita isolante! Na viagem para o Uruguai o vidro traseiro direito simplesmente abaixou do nada (não estava funcionando o motorzinho, e era para ele ficar fixo fechado). E o tempo estava para chuva, não poderíamos deixar o vidro aberto. Então, usamos fita isolante para mantê-lo fechado até o outro dia, quando levamos para consertar. Outra vez a palheta do limpa-vidro do carona simplesmente caiu fora, quebrou, e eu não consegui recolocá-lo. Estava chovendo e, se eu ativasse o limpador, o do motorista funcionava, mas o do carona ficaria arranhando o vidro. Assim, usei um pouco de algodão e enrolei tudo com fita isolante, de forma que o metal não arranhasse o vidro. Enfim, é 1001 utilidades. Ah, e serve para isolar fio também, hehe.

2 – Pano pequeno comum

Para limpar a vareta de nível do óleo, quando for conferir; para ajudar a abrir o tanque de expansão do fluido de arrefecimento, pois às vezes está difícil de abrir; para limpar as mãos de sujeiras de motor ou rodas, ou para muitos outros momentos.

3 – Pano de microfibra limpo

Para desembaçar o vidro ou os espelhos rapidamente, ou secar qualquer coisa que esteja limpa.

4 – Abraçadeiras

Era véspera da viagem, quando descobri que a abraçadeira do cano lá de baixo do radiador estava solta, com problema. Por sorte meu mecânico me atendeu prontamente e fez a substituição de graça pra mim, já que eles que tinham mexido recentemente ali e não perceberam o defeito na peça. Então, me recomendou comprar um conjunto de abraçadeiras, pois, se ocorrer qualquer falha no meio de uma viagem, eu mesmo a substituo. São baratas e se compram em qualquer loja de autopeças. Comprei umas 10, de diversos tamanhos, cada uma por menos de 2 reais.

5 – Desengripante

Para ajudar a retirar porcas e parafusos emperrados (os das rodas principalmente!); E, já que está levando, saiba que também serve para limpar bórneos da bateria, tirar o tal zinabre.

6 – Fluido de arrefecimento (concentrado) e água desmineralizada

É sempre bom ter. Eu levo um litro de cada, mas o mais importante é o líquido de arrefecimento concentrado. Naquele mesmo fato da abraçadeira, o nível tinha baixado, pois parte da água vazou pela tal conexão do cano com o radiador. Como eu tinha líquido, já completei. Então, imagina se isso ocorre no meio do Atacama e você não tem líquido para repor? Ok, num momento de desespero, pode colocar água comum, mas é ruim, pois os minerais da água prejudicam o sistema por dentro. Enfim, eu levo!

7 – Um litro de óleo de motor

É o mesmo pensamento. Se houver algum vazamento, você tem um litro de emergência, ao invés de ter que andar com pouco óleo, prejudicando o motor.

8 – Mangueira

Levo também mais de um metro de mangueira transparente. Assim, se eu ficar na estrada por falta de combustível, de repente alguém poderia me emprestar. Então, eu puxaria um pouco do tanque dele para o meu.

9 – Cano pequeno de metal

Levo um cano de uns 30cm de metal, para ser usado em conjunto com a chave de rodas, aumentando o comprimento do braço de alavanca. A chave do meu carro (e de muitos outros) é muito curta. Com meu Fiesta já aconteceu de terem fechado o parafuso com aquelas máquinas parafusadeiras tão forte que eu não tinha força para retirar. Um simples caninho facilita a sua vida.

10 – Ferramentas

É bom saber quais ferramentas podem ser úteis, para não carregar peso demais. Porém, é melhor sobrar do que faltar, né? Até um martelo pode ser útil às vezes. Às vezes até para outras atividades podem ser importantes, como para quem acampa. Uma vez cravou um anzol no pneu, e eu retirei ele com um alicate de corte. Outra vez o pino da trava elétrica trancou, e eu usei as ferramentas para desmontar a porta e consertar o problema. Então, não quero viajar sem uma porção delas!

11 – WD40

Pode ser que algo tranque, algo emperre, algo precise ser lubrificado. Esse é mais um daqueles itens com 1001 utilidades.

12 – Canivete

Em qualquer viagem eu levo meu canivete. Aqui eu poderia citar uma faca, mas, como levo um canivete, acho melhor. Pode ser necessário cortar algo, não? Pra quem vai acampar, então, não tem como não levar um.

13 - Enchedor de pneus

Levo também uma bomba manual de encher pneus. Se, por acaso, o pneu murchar, posso encher novamente. Se o furo for pequeno, posso rodar mais um tanto, até o borracheiro, sem ter que trocar a roda. Além disso, posso usá-lo para calibrar também, pois tem um manômetro acoplado. É útil também para camping, encher pneus de bicicleta etc. O manual é grande. Quem quiser reduzir espaço, tem também os elétricos.

14 - Kit de reparo de pneus

A próxima coisa que quero comprar é um kit desses. Assim, se um pneu furar, posso consertar o furo sem nem mesmo tirar a roda do lugar. Tem pra vender na internet, e não sai caro. É simples de usar e não ocupa muito espaço no carro. Tem vídeos no You Tube mostrando como funciona.

15 - Cambão

Cambão é tipo um cano de metal com corrente nos dois lados, usado para rebocar ou ser rebocado. Posso usar tanto para ajudar alguém, ou para ser ajudado. De repente alguém pode te rebocar até a cidade mais próxima, até um mecânico.

Pronto, agora você está preparado para exercitar seus instintos MacGyver. Então, quem sabe incluir nos itens um pedaço de arame? Hehehe. Bom, um arame poderia ser útil mesmo. Ainda não tenho, mas vai que preciso... Mas enfim, não esqueça de seguir nosso blog e comentar abaixo se você tem alguma outra sugestão. Posso ir adicionando mais itens com o tempo, se achar interessante. Abraço a todos!

Veja mais postagens como esta no Índice de postagens e páginas.

Qual local escolher para colocar a barraca?

Acredito que o maior erro dos iniciantes é achar que o melhor lugar é aquele simplesmente mais confortável, com boa vista. Mas não é só isso. Há muitos relatos de campistas que morreram porque colocaram a barraca onde não deveria. Já eu me salvei justamente porque prestei atenção num detalhe muito importante, como vou contar abaixo.

(Photo by Wilson Ye on Unsplash)

Então, seguem algumas dicas para você acertar na escolha do local onde armar a barraca de chão:



01 - Conheça o local antecipadamente (clima, tempo, vegetação, relevo)


Antes de ir, faça uma pesquisa na internet. Vai chover? Ventar? Com que intensidade? Quanto mais você souber antecipadamente, menos surpresas terá na hora, menos tempo demorará pensando, além disso, já vai estar com os utensílios apropriados para enfrentar as situações adversas esperadas.

02 – No local, imagine todas as dificuldades que poderão ocorrer


Parece pessimismo, mas não é. Se você não imaginar tudo o que pode dar errado, poderá ficar em qualquer lugar, mas possivelmente irá se dar mal. Em uma barraca de camping, você está muito vulnerável à natureza. Portanto, tem que se precaver. Ao chegar no local, você terá que imaginar as piores condições possíveis para descobrir onde será mais seguro.

03 – Cuidado com a margem dos rios


Qual local escolher para colocar a barraca?
(Photo by Steve Halama on Unsplash)

Se quiser colocar perto de um rio ou córrego, pense: se chover muito, será que a água não poderá subir? Quanto a isso, vou contar uma de que me safei. Fui acampar na serra, perto de Gramado e Canela, e sabia da possibilidade de chuva nos próximos dias. Ao chegar no local, o dono do camping nos mostrou os locais permitidos para colocar as barracas. Eram todos na beira do rio, mas em uma região de bastante declive, alguns mais altos, outros mais baixos. Ele nos sugeriu que colocássemos a barraca lá embaixo, pois era o melhor lugar (bem encostado na margem). Mas eu tinha muito receio de rios que sobem e levam tudo de arrasto. Preferi montar a barraca no local mais alto possível. E só tinha nós ali no camping (por sorte). Quando chegou 22h, nós estávamos conversando ainda, antes de dormir, quando começou a chover. E desandou uma tromba d’água inimaginável. A água escorria montanha abaixo. A gente estava bem preparado, com a barraca debaixo de uma lona de caminhão bem resistente e grande. Passei até a uma da madrugada olhando com a lanterna o leito do rio para ver se estava subindo, mas nada ainda. Estávamos num local alto, então, achávamos que estávamos seguros. Só nos restava dormir. E dormimos. 6h da manhã, com o dia já claro, eu acordei escutando o barulho do rio. Abri a barraca e verifiquei que o rio tinha subido tanto que já estava a um ou dois metros da nossa barraca. Aquele rio tranquilo que passava lá embaixo tinha se tornado um turbilhão de água, levando tudo pela frente. Da área para camping, tudo já estava debaixo d’água, só faltava a gente. Não era ainda motivo para desespero. Mas, será que a água ainda estava subindo? Olhei para a margem, onde tinha uma mesa daquelas de concreto e comecei a reparar em um ponto de referência. Após uns 15min, o nível tinha subido quase um palmo. Ou seja, estava na hora de levantar acampamento e sumir dali. Até o momento de desarmar tudo, a água já estava tocando o local onde estávamos. Quando questionado, o dono do camping disse “o rio nunca subiu tanto assim”. Agora, imagine o que teria acontecido se tivéssemos acampado lá onde ele tinha nos indicado...

04 – Cuidado com os cursos d’água


Outro detalhe a cuidar são os cursos d’água, ou seja, por onde ela passa. Quando chove muito, a água vem escorrendo das regiões mais altas até as mais baixas, e costuma formar córregos, que ficam secos quando não chove. Se você colocar a barraca no meio de um córrego de água, vai ter problema. Não são fortes como um rio, mas, por exemplo, a água pode passar por baixo da barraca, ou cercar a barraca de água. Não é tão difícil identificar esses córregos, pois a água costuma cavar o solo por onde passa, ela deixa marcas. Você tem que ser um bom observador ao chegar no local. Pare, olhe tudo e imagine um dia de muita chuva, por onde a água escorre, onde se empoça. Acampar no plano é muito confortável, mas cuide para não ser um local que possa ficar encharcado. Por isso eu prefiro um leve declive, pois assim sei que a água não vai ficar parada ali. Num local quase totalmente plano, não coloque a barraca nos pontos mais baixos, pois ali empoça. Coloque a barrava onde é mais alto. Na família teve um caso assim. O local que parecia melhor era um plano mais baixo. Preferiram colocar a barraca num local não tão confortável, porém mais alto. No outro dia, todas as outras barracas estavam cheias d’água, com as malas boiando até, só a deles que estava a salvo.

05 – Cuidado com o solo


Outro problema que pode vir com a chuva é a formação de lama. Então, você tem que pensar que uma terra seca e aparentemente inofensiva poderia se tornar um monte de lama, que vai sujar tudo, ou te fazer escorregar. Na minha opinião, o melhor solo é um gramado bem cortadinho, mas, tudo bem, nem sempre você terá isso. Mas procure imaginar como o solo ficará caso chova. Solos cheios de folhas secas, embora macios, na verdade ocultam muitos insetos. Muitos campings são assim. Eles plantam árvores que mantém o solo sem necessidade de aparar (pois nada cresce embaixo), como pinheiros ou eucaliptos. Não são de todo mal, mas é bom saber dos inconvenientes possíveis. Cuide também se não tem pedras pontudas, pinhas, raízes saltadas. Além de desconfortáveis por baixo do piso, podem rasgar a barraca. Em geral, basta retirá-los. Além disso, evite solos muito irregulares, pois tornam o piso da barraca desconfortável.

06 – Procure sombra


Sob o sol, a barraca fica como uma estufa. Já aconteceu de eu ter que colocar a barraca num local aberto, sem sombra. Lá pelas 6h da manhã o sol bateu na barraca e eu acordei num forno. Não pude mais dormir. Por isso, sempre que possível, pense onde o sol nasce, onde se põe, e pense onde terá sombra, e em que horários. Se o tempo for muito frio, pode até ser que o sol seja agradável, mas em geral não é.

07 - Cuidado com as árvores


É muito bom colocar a barraca embaixo da sombra das árvores, mas olhe para cima e veja se não há um galho com perigo de queda, pois uma ventania poderia fazê-lo cair sobre você. Uma árvore frágil, velha, quase tombando, também pode ser perigosa.

08 – Cuidado com o vento


Locais altos, montanhosos e abertos de vegetação costumam ventar muito. Por isso, montanhistas preferem se abrigar em cavernas ou fendas. Pode ser necessário identificar de onde costuma vir o vento. No sul do Brasil, por exemplo, as frentes frias vêm do sul, normalmente com muito vento. Se você está precavido, já vai ter olhado na previsão do tempo se ocorrerá alguma tempestade e qual a direção que virá. Claro, o ideal é nem acampar quando haverá tempestade, mas é bom pensar em algumas possibilidades. Por exemplo, é bom pensar em usar as árvores como pontos de ancoragem para cordas, que seguram a barraca e a lona. Elásticos e borrachas ajudam na ancoragem (tanto no solo quanto na vegetação), com a finalidade de flexibilizar os solavancos do vento, pois estes podem arrebentar cordas e lonas. Mas um galho flexível acaba tendo essa mesma função, por isso são muito úteis. Quando eu sei que o tempo está bom, não me preocupo em armar a lona ou em deixar tudo tão amarrado já de antemão, mas é bom escolher um local que você saiba que, se o tempo virar, poderá ter bons pontos de ancoragem à disposição. 

09 – Estrutura dos campings 


Para quem vai acampar em campings bem estruturados, é bom observar onde está o banheiro, onde pode ficar o carro, onde há tomada, churrasqueira. Em geral tem tomadas em diversos locais e, como sempre levo extensões, não costumo ter dificuldade com isso. Churrasqueiras, também costumam ter por tudo, e depende de você estar planejando fazer churrasco ou não. Mas, uma coisa que a gente sempre se preocupa é em colocar em um local próximo do banheiro. Não muito próximo, pois pode ter cheiro ruim, ou muito trânsito de pessoas. Mas tem que ser perto o suficiente, pensando no transtorno de acordar de madrugada com a bexiga cheia (isso quase sempre acontece). Também costumamos pensar na segurança: não deixar em local muito isolado e distante. É bom ter vizinhos próximos, nesse sentido. Claro, é bom cuidar também o estilo dos vizinhos: será que não são daqueles que gostam de música alta ou chata? São muito barulhentos? Um pouco de distância também é bom.

Land Rover Discovery 1 300tdi e barraca de camping
Nossa barraca, no camping Piriápolis, no Uruguai. Todos os locais disponíveis pelo camping eram com areia, dessa forma. Mas, pelo menos escolhi um local próximo dos banheiros, de uma mesa, de tomadas de luz, e entre duas árvores, onde amarrei uma corda para usar de varal.


Enfim, de tudo que foi citado, preocupe-se primeiro com as questões de segurança (galhos por cair, rio que pode subir), depois, com adversidades graves (baixadas que possam empoçar muito, por exemplo), depois, com o que for desconfortável (barro, irregularidades do solo, ausência de sombra) e, por último, com o conforto (proximidade do banheiro, da churrasqueira). Espero que tenha ajudado. E, se tiverem outras dicas, podem acrescentar nos comentários. Bom acampamento para vocês!

Gostou? Veja a lista das postagens deste blog em Índice de postagens e páginas.

O que considerar antes de comprar um carro usado ou antigo?

Olá meu amigo! Tudo bem?

Está interessado em comprar um carro usado ou antigo?



De carro pela América: o que considerar antes de comprar um carro usado ou antigo?
Essa imagem dessa Land Rover Série 3 merecia um quadro, não acham? Uma relíquia! Achei excelente para ilustrar esta postagem. (imagem de Dimitris Vetsikas por Pixabay)

Pois bem, hoje quero dar algumas dicas sobre isso. E é bom explicar: quando digo antigo, aqui, refiro-me a carros que não são novos, nem seminovos, só isso. Diria que com ~10 anos ou mais, ok? São dicas bem gerais, básicas, que é sempre bom prestar atenção. Mas, claro, se você quer um carro bem antigo mesmo, daqueles de museu, então, além das dicas abaixo, talvez se possam incluir mais algumas, específicas para cada tipo de carro, pois cada um terá suas peculiaridades e você precisará pesquisar bem antes. Mesmo assim, o básico, para carros de ~10 anos ou mais, está aqui:


01 - Saiba bem o que você procura


Se você não for apaixonado pela marca e modelo, as chances são grandes de você desistir assim que ele der um probleminha. Você comprou porque o preço estava em conta, porque era uma raridade, mas não se preparou para a dedicação que seria necessária. Carro antigo merece dedicação. Mesmo que você tenha muito dinheiro, às vezes demora para conseguir uma peça. Enfim, primeiro pesquise bastante e defina: por qual ou por quais carros você é apaixonado?

02 - Pesquise tudo o possível sobre a marca e o modelo


Por quantos anos ele foi fabricado? Existem muitos por aí? (Quanto mais por aí, mais fáceis são de conseguir as peças. Quanto mais raro, mais trabalho ele pode dar). Existem grupos de aficionados por esse carro? (Esses grupos ajudam muito na hora do aperto). O que dizem sobre esse carro? Quais os problemas mais comuns? Quais as melhorias que ocorreram a cada ano? A manutenção é cara? Converse com alguém que tenha ou teve esse carro.

03 - Compare os preços


Abra o Mercado Livre, a Olx e outros sites de vendas e saia pesquisando. Tente entender se há razão para uns serem mais caros e outros nem tanto (quilometragem? Ano? Tipo? Conservação? Acessórios? Motor original, em bom estado?). Compare os preços com os da tabela Fipe. Desconfie de preços muito abaixo do mercado. Ninguém é inocente, algum motivo sempre tem! Às vezes pode ser um carro que já foi de leilão, por exemplo.

04 - Peça muitas informações


Não se contente com as informações do anúncio. Entre em contato com os vendedores e pergunte o máximo que puder dos carros. Caçe os defeitos existentes. O motor foi alterado? (Se foi alterado, não vale a pena. Pode ser um motor novinho, mas, por que precisou alterar? Se trocou, é porque o anterior foi mal cuidado, e possivelmente o carro também). Insista por vídeo do motor funcionando, acelerando (você precisa se familiarizar com o som adequado, e quando tem algo errado. Se o cara quer vender, ele vai tentar consertar ou mascarar os problemas. Se você percebe o som ruim, é porque o problema é tão grave ou caro que ele não conseguiu nem resolver nem mascarar. Siga essa lógica.). Nenhum carro estará perfeito. Mas você precisa verificar o quão grave são as imperfeições. Sempre se pode consertar e restaurar tudo. Porém, o quanto você gastaria para deixar o carro suficientemente bom para você? Os donos anteriores guardaram o histórico de manutenções? (carro sem histórico é uma bomba relógio. Você não tem a mínima noção de quando algo vai dar problema. Você acha que vai levar em um mecânico depois e ele vai te dizer o tempo de cada peça? Isso não existe, para a maioria das coisas. No máximo ele vai olhar os pontos principais ou gritantemente ruins. O resto, serão as surpresas de cada dia, hehe).

05 - Verifique a documentação


O próximo passo, muito importante, é verificar a documentação. Você não pode comprar um carro enrolado! Em geral você pega a placa e o Renavam e faz a consulta no site do Detran onde ele está registrado. Alguns Detrans disponibilizam informações mais completas, outros, só o básico. O de SP, por exemplo, mostra até fotos do dia das vistorias. O mais importante é se certificar que o carro não tem nenhuma restrição. Mas você também pode descobrir se ele já foi de outros estados, se já serviu para transporte de passageiros (taxi), se passou em vistorias anteriores e o motivo de não ter passado. E, mesmo que esteja tudo bem pelo site, é bom ligar para o Detran e perguntar, pois eles têm acesso a informações mais detalhadas sobre o veículo, no sistema. Outra coisa que dá pra fazer é ir até o CRV onde você pretende fazer a sua vistoria e pedir para eles verificarem se tem algo errado. As coisas mais graves que podem ocorrer é o motor ou algo ter sido alterado sem as devidas recomendações legais (daí, pra consertar isso será uma grande dor de cabeça, se for possível), se o veículo for roubado, se tiver multas ou IPVA atrasado, se não tiver com baixa do financiamento, se for oriundo de leilão, se estiver alienado (dado em garantia em outro negócio), se estiver em nome de outra pessoa, se alguma característica original tiver sido trocada sem as devidas recomendações legais (por exemplo, se o carro tem 5 bancos, e na documentação diz que deveria ter 7. Pode ser que na vistoria eles nem olhem, mas, pode ser que você dê o azar de o local ser muito criterioso. Tem locais que olham até os extintores, se estão em dia). O objetivo aqui é ver se está tudo em dia para que você possa passar na vistoria e conseguir colocar o carro em seu nome. Ah, é importante ver se o CRV (antigo DUT) está em branco. É com ele que vocês vão fechar o negócio.

06 - Veja o carro pessoalmente


O que considerar antes de comprar um carro usado ou antigo
(Imagem de Free-Photos por Pixabay)



06.1. Avaliação geral, antes de ligar o motor

Combine para ver o carro e, de preferência, dirija-o. Olhe bem o compartimento do motor, procure por itens não originais (pergunte o que e por que foi trocado). Afaste-se um pouco do carro e veja se está tudo alinhado (histórico de batidas graves que comprometam o chassis poderá deixar o veículo torto, o que é grave. Problemas de suspensão poderão deixá-lo desalinhado com o chão). Balance o carro para testar a suspensão (problema nos amortecedores poderão deixá-lo sob efeito das molas por mais tempo que o normal, mas pelo menos isso tem conserto). Veja o estado de conservação dos pneus (meia vida? gasto irregularmente? comprometido?). Abra a tampa do tanque de expansão e veja o estado do fluido de arrefecimento. Se há sinais de ferrugem, o dono foi descuidado, e isso pode ser perigoso. É possível fazer limpeza depois, mas, dependendo, podem aparecer furos, dar problema. Observe o estado dos sistemas, o que é novo, o que é velho. Olhe o carro por baixo e veja a condição do chassis (está torto? com ferrugem grave?). Para que finalidade o veículo foi usado? Já notei incoerências do tipo... O cara dizia que o veículo só fazia trilhas leves, só que no compartimento do motor tinha barro até a metade, por baixo estava cheio de marcas de pedras, carroceria com outros amassados, interior todo sujo, fedido. Ou seja, com certeza o veículo tinha sido usado para trilhas pesadas, e por um bom tempo. Pelo jeito, o dono era relaxado com o veículo. Se não se dava o trabalho nem de manter limpo, será que fazia a manutenção em dia?

06.2. Conheça o vendedor

Dono de oficina é perigoso, principalmente se for uma oficina fuleira. Normalmente, casa de ferreiro, espeto de pau. Ao invés de levar em um especialista no carro, preferem fazer eles mesmos, e daí fazem umas enjambradas, que depois vão te dar dor de cabeça. Isso quando não são sem-vergonhas e trocam as peças boas por peças quebra-galho, pois as boas eles sabem pra quem vender ou onde aproveitar, e sempre têm peças de segunda linha pra colocar no seu carro e te vender. E acontece muito de mecânicos comprar carros ruins de seus clientes por um baixo preço, para depois dar uma tapeada e vender no lucro. Só daria pra confiar se é dono de uma oficina especializada nesse veículo, gente conhecida, pois esses caras sabem cuidar do carro e não vão querer te largar uma bomba para depois você queimar a boa fama dele. Mas enfim, é bom você conhecer quem é o vendedor, com o que trabalha, por que comprou, por que quer vender, quanto tempo ficou com o carro (se ficou menos de dois anos, dá pra desconfiar. Será que ele comprou uma bomba e se arrependeu?). Como é o perfil dele? É do tipo cuidadoso, ou daqueles malucos, ansiosos?

60.3. Ande com o carro

Peça para dar uma volta no carro. Aí você vai sentir de verdade e se imaginar dono do veículo. Aí você poderá sentir se a suspensão é dura demais, se a embreagem está dura a ponto de doer a perna, se as marchas estão encaixando direitinho, se o motor está fraco, se a turbina entra em funcionamento, se o motor está enfraquecido, se é estável nas curvas, se os bancos são confortáveis.

07 - Tenha paciência


Comprar um carro não é como comprar uma peça de roupa, que se der errado você troca fácil ou bota fora e compra outra. Carro é um bem, um patrimônio. Não tem problema se você for um comprador "chato", daqueles que pergunta tudo, olha tudo. Não compre logo, por medo que alguém compre na sua frente. Muitos vendedores vão jogar com isso, dizer que há outros interessados. Não se preocupe, se tiver que ser seu, será. Pode tentar oferecer um preço menor, diga que é o que você tem no momento. Ele pode aceitar, ou não. Se não aceitar, o tempo pode fazer ele voltar atrás e baixar. Então, o tempo normalmente é positivo para você. Você pode usar a estratégia de "mandar reservar para você". Diga que só precisa conferir tal e tal coisa, ver pessoalmente. Diga as suas condições e vá jogando com o tempo. Se ele não quiser lhe dar alguma informação importante, como o número do Renavam, desista. Não corra risco grande! Alguns não querem dar Renavam logo de cara, mas, depois que te conhecem e veem que você realmente quer comprar, ficam mais tranquilos em dar. Não compre um meia-boca por falta de opção. Pode demorar anos para você achar seu carro ideal. Já vi gente que esperou 5 anos para encontrar. Eu demorei uns 6 meses, e foi tranquilo. Enquanto o tempo passava, eu ia juntando mais dinheiro e estudando sobre o carro, ia ficando mais experiente.

08 - Condições financeiras


Por experiência, é fácil financiar carros com menos de 10 anos. Entre 10 e 20 anos, há algumas financiadoras possíveis, mas com taxas mais altas (não vale a pena!). Então, acima de 10 anos, você não tem muitas opções: é à vista, ou trocar um por outro. Você já tem o dinheiro? Lembre-se de que você terá que pagar taxas no Detran também, para emitir documento, mudar de localidade (se for o caso), fazer vistoria, essas coisas. E depois? Você terá dinheiro para fazer as primeiras manutenções, botar o carro em dia? Prepare seu bolso para tudo isso.

09 - Para fechar o negócio


Com o preço já combinado, é bom você fazer um contrato de compra e venda, pois dá mais garantia jurídica. Coloque ali os dados do vendedor e do comprador, o que está sendo comprado (dados do veículo) e as condições de conservação. Na internet você encontra modelos e você pode escrever você mesmo. Insista para o dono ir pessoalmente. Se não puder ir, poderá mandar alguém por procuração. Faça todo o rito certinho, para não dar problema. Vocês irão no Cartório, vão preencher o CRV (antigo DUT), vão assinar o contrato (é importante ter duas testemunhas), e o cara lá vai autenticar as assinaturas, confirmando que o negócio foi feito. Você entrega o dinheiro para o vendedor (na verdade, o melhor é um cheque administrativo, por segurança), e ele te entrega o produto. Em resumo, é assim. Te dei as dicas do que é importante e seguro na negociação. Mas é bom você ler direitinho na internet o passo a passo, o que precisa, para ficar mais tranquilo e fazer tudo certo.

Enfim, espero que tenha ajudado vocês nessa busca pelo carro dos sonhos, assim como eu achei o meu. Fui um pouco extenso, mas não queria deixar nada importante de fora. Qualquer dúvida, ou se quiserem acrescentar alguma outra dica, escrevam nos comentários, ok? Sempre é bom e assim ajudamos uns aos outros. Um abraço e boa sorte no negócio!!


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Qual carro comprar para viagens longas?
.
Como lavar o carro? 
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Veja a lista completa em Índice de postagens e páginas.

O que é preciso saber para viajar de carro para o Uruguai?

Plaza Independencia e Palácio Salvo, Montevidéu, Uruguai
Plaza Independencia e Palácio Salvo (prédio ao fundo) - centro de Montevidéu.

O QUE É NECESSÁRIO PARA ENTRAR NO PAÍS


As exigências são bem mais simples do que na Argentina. Não é preciso cambão, adesivo de velocidade, nem triângulo extra. Esquece isso! E ninguém vai te parar e pedir coisas absurdas como o tal lençol branco (e nem te pedir propina). Não. No Uruguai, além das coisas que aqui no BR são exigências, você só precisa da tal Carta Verde. Claro, se o carro não for teu, tem que ter autorização, se estiver financiado, tem outras exigências. Bom, eu te fiz um resumo. Basicamente é isso. Mas você pode conferir a íntegra das exigências no site da embaixada do Uruguai, no link abaixo:
http://www.emburuguai.org.br/?page_id=482&lang=pt-br

POR ONDE ENTRAR


Pra quem vem do BR, as entradas mais comuns são por Santana do Livramento, Jaguarão, ou Chuí. De Porto Alegre a Montevideo, o trajeto mais curto é por Jaguarão. 
Aí você tem que saber o seguinte: sempre que você entra ou sai de um país, você tem que passar na Migração! Tem gente que não se dá conta e passa reto. Mas, se a polícia por acaso te parar, vai querer o tal papel aquele, que você nem se deu conta. Sim, procure a "migración", tanto ao entrar, quanto ao sair. Em Rivera, por exemplo, fica dentro do shopping Siñeriz. Preenchemos um formulário com nossos dados, dados do carro, depois passamos pela PF do BR e depois pelo guichê dos uruguaios. É bem simples, rápido, e lá eles explicam tudo. E então você tem que guardar bem esse papel para entregar antes de sair do UY, pois eles têm que registrar que você saiu. Pelo Chuí, vimos que fica junto à Aduana (Aduana faz controle de mercadorias e a Migración, das pessoas). Enfim, ninguém vai te parar para pedir que você faça isso. É responsabilidade sua apenas.  

E outra coisa: não pode comprar nos Freeshops ao entrar no UY! Você só pode comprar quando estiver saindo. E no momento eu diria para nem comprar, pois está tudo caro, ou igual. Algumas coisas só que valeriam apena, mas é bom você pesquisar bem, pra não bater a loca e sair comprando tudo.

DINHEIRO


Precisa levar pesos do BR? Não! Vá só com reais e troque pelo menos uma parte na fronteira, outra parte em Montevideo. Infelizmente em Rivera não encontramos pessoas trocando informalmente como tinha na Argentina. Tivemos que trocar em uma loja de câmbio. Mas o bom é que não nos cobraram tarifas como nos câmbios brasileiros. Em todo o UY foi assim, só o valor da conversão que muda. Para você ter uma ideia, cada real estava por 8,65 pesos em Rivera; 7,5 em Colônia; e 8,7 em Montevideo. Mas esses são os melhores valores que conseguimos. Tem que dar uma pesquisada, porque varia bastante de câmbio pra câmbio, e até de um dia para o outro. Trocar por dólares? Não é necessário. O peso é a moeda que serve pra tudo. Mas uma coisa aprendi: nunca mais deixo pra trocar em Colônia!! Tudo muito caro!

ESTRADAS E OUTRAS INFORMAÇÕES


As estradas são ótimas! Lisas, bem pintadas, sem quase nada de movimento. Às vezes são retas infinitas, outras vezes são coxilhas. A paisagem é muito bonita: pampa, vacas no pasto, pinheiros de reflorestamento, algumas plantações aqui e ali, volta e meia alguma escola rural (por onde eles pedem para reduzir a velocidade). A velocidade máxima em geral é 90 ou 110Km/h. Poucos caminhões pelo caminho. Enfim, é um paraíso para viajantes, você vai ver bem a diferença entre as estradas brasileiras e as uruguaias. Se você não quebrar uma roda nas BRs, por cair numa “panela”, você chega lá e vai gostar. Ah, um detalhe muito importante!! No Uruguai é sempre necessário estar com a luz baixa acesa, mesmo nas cidades, mesmo de dia. Ouviu bem? SEMPRE! Tome muito cuidado com isso, e não vai se incomodar com a polícia, pois há muitos policiais. Acho que tem mais policiais do que outras pessoas naquele país!

Não sei se têm uma boa sinalização à noite, pois quase sempre viajei de dia. O único trecho que peguei de noite foi entre Colônia e Montevideo. Era uma estrada duplicada, com duas faixas de cada lado. Não estava tão lisa e não era bem iluminada, mas pelo menos não tinha buracos.  

Outra coisa boa é a educação dos motoristas uruguaios. Tanto nas cidades quanto nas estradas, não tinha aqueles caras (como tem no Brasil) que encostam na tua traseira e ficam te fazendo pressão para atirar o carro pro lado. As pessoas lá são mais tranquilas no trânsito. 

Pedágios? De tempos em tempos você encontra um. Pelo nosso trajeto (Rivera-Colônia-Montevideo-Chuy) passamos por uns 7, pelo menos. E todos eles tem o mesmo preço: 100 pesos. Não é tão barato, mas a diferença é que você sente que valem a pena. 

Quanto ao combustível: não precisa pesquisar preços, pois todos os postos estavam com o mesmo preço, pois é tudo tabelado. Os nomes diferem dos brasileiros, no anúncio (diesel é gasoil; gasolina é nafta), mas também existem as palavras gasolina e diesel, então, não se preocupe, você não corre o risco de colocar o combustível errado. Álcool não existe, e gás GNV, só em cidades grandes. Os preços estão mais caros que no BR, bem mais. Então, quando chegar na fronteira, encha o tanque do lado brasileiro. Dá uma olhada nos preços pelo site abaixo e calcule quanto fica na conversão para Real: 
https://www.ancap.com.uy/innovaportal/v/195/1/innova.front/automotriz.html
Rota de carro pelo Uruguai
Rota que fizemos nessa última viagem (jan/19), com as cidades em que dormimos.

PONTOS TURÍSTICOS (o que não pode perder)


As principais cidades turísticas são Montevideo, Colônia, outras cidades litorâneas (já falo nelas), as cidades de fronteira (pelos freeshops, principalmente). Pelo interior (digo, nas cidades fora das bordas do mapa) não vi muito atrativo. Todas são muito pequenas, muito mesmo! Mas passamos por uma que valeu a pena: Trinidad. É uma cidade em forma de quadrado, e tem uma rua central que lembra a calle Florida, de Buenos Aires: cheia de lojinhas, canteiro de flores. Talvez tenha outras bonitinhas por lá, mas essa eu posso indicar.

Quem busca boas praias, vou fazer algumas indicações:
-Piñares: foi nossa preferia. Fica pertinho de Punta del Este, o mar quase não tem ondas, água verdinha, transparente, uma boa faixa de areia, local para estacionar com gente cuidando dos carros (os caras de lá não são estorquidores como os do Brasil, são bem educados), areia grossa (você bate e ela sai, sem sujar nada), paisagem bonita (dava pra ver punta ao horizonte, e tinha até um cruzeiro lá), não era abarrotada de gente (como ocorre em Punta), tinha banquinha para lanches, praia bem de família;

-La Pedrera: não aproveitamos o mar porque estava ventando no dia, mas é bem parecida com as nossas do RS. Mas o que é ótimo nessa praia é o centrinho. Tem uma rua principal cheia de barzinhos, e banquinhas de rua, gente vendendo artesanato, artistas de rua, muitos jovens e família. Disseram que em períodos de festa (ano novo, carnaval) é praia de agito, muito badalada. Daí o chato, na minha opinião, é que enche de jovens bêbados. Mas, fora dessas épocas, é ótimo!

-Praias de Montevidéu (Pocitos e Playa Ramirez): na capital, essas são as melhores praias. A água não é muito boa, é tipo rio com ondinhas, água escura. Mas dá pra curtir muito a faixa de areia e o calçadão (rambla);

-Punta del Este: essa é a praia mais famosa do UY. Mas é muito cara, é praia de rico mesmo. E achamos muito muvucada de gente. Acho que só vale a pena para dar uma passada, tirar foto com os “dedos” e seguir embora;

-José Ignácio: a prainha é muito acolhedora, bonita, tem boa estrutura. E vale a pena subir no farol para olhar a paisagem! Aliás, o litoral do Uruguai está cheio de faróis, todos bem parecidos, e quase todos dá pra subir (pedem uns 30 pesos por pessoa);

-Cabo Polônio: não fomos. Mas recomendo, pois muita gente nos disse “não percam Cabo Polônio!” E, pelas fotos, é linda mesmo. Você tem que estacionar o carro e pegar um caminhão 6x6 para entrar lá. É uma aventura. Acabamos não tendo tempo, mas queremos voltar para conhecer;

-Punta del Diablo: já fui em viagem anterior, mas não nessa (também não deu tempo). Mas vale a pena. E a cidadezinha é bem badalada, tipo La Pedrera;
(Há outras, ok? Mas essas são as minhas principais recomendações...)

Não deixem de visitar o Casapueblo. É um cartão postal do UY! Fica em Punta Ballena, pertinho de Punta del Este. Veja abaixo: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Casapueblo 

Montevidéu e Colônia dispensam apresentações, não acham? Talvez eu faça outras publicações com dicas específicas dessas localidades, pois há muito a relatar.
Quem quiser ter mais indicações, e ver fotos, podem nos seguir no Instagram: @decarropelaamerica. Fomos em muitos outros cantinhos imperdíveis e estamos colocando aos poucos no Insta as fotos e sugestões.

É isso aí, meus amigos, espero que tenha tirado muitas dúvidas. Tenham uma ótima viagem! E, qualquer coisa, escreva abaixo, nos comentários, ok?

Veja a lista complete de postagens deste blog em Índice de postagens e páginas.

Como lavar o carro?


Olá, meu amigos! Vou contar para vocês como eu tenho feito com meu carro para deixa-lo como novo. Sei que há outras técnicas, e não pretendo achar que a minha é a melhor de todas, mas, vou relatar conforme minha experiência, pelo que pesquisei, testei, aprovei, ou achei mais fácil. Mas gostaria de ver os comentários de vocês, se fizeram e gostaram, se têm alguma dúvida, e principalmente se sabem de alguma outra técnica boa que facilite a minha vida e a de todos. ;)



LAVAGEM DO MOTOR


-Com o motor FRIO, comece sempre tirando a sujeira mais grossa e visível. Para tanto, use pincel, escova, aspirador de pó (uma dica: pode inverter a saída do aspirador para a função de soprador de ar, para ele soprar sujeira de locais escondidos). Pode abrir o compartimento do filtro de ar, pois lá às vezes tem areia, sujidades. No caso do meu, um Discovery 1 TDI, eu tiro o macaco e o calço, que ficam no compartimento do motor, pois em baixo deles também tem bastante sujeira;
-Se os conectores da bateria tiverem zinabre (aquele treco verde), pode tirar com escova de dente e desengripante (se já tem zinabre, dá uma olhada se não está na hora de trocar hein);



-Quando achar que já tirou tudo o possível, chegou a hora de passar um pano úmido (molha bem na torneira e torce bem; pode colocar um pouco de detergente neutro ou de coco). Pode passar o pano em tudo que é plástico, borracha, tubos de silicone. Vai tirando a sujeira do pano, ok? E pode passar pano também dentro do compartimento do filtro de ar, mas deixa secar;
**O mais difícil de tirar são sujidades que ficam em reentrâncias, normalmente de componentes plásticos.
-Depois que o grosso foi embora, está na hora do “banho”. Mas água no motor não é recomendado, não é? Por isso que você vai passar o spray de WD40 em todo ele (só não mira no alternador e placas eletrônicas (se tiver). Passa e vai esfregando uma flanela. O WD40 não vai apenas dar o brilho (acabamento), mas também servirá como solvente de graxas e outras sujidades apolares, por isso você tem que esfregar a flanela. Ah, e também vai servir como anticorrosivo!
No fim, você vai ver que seu motor ficou limpo, brilhoso e cheiroso. Já me é o suficiente. Não acho necessário limpar por baixo (ninguém vai ver, e logo suja de novo!).


Há outros métodos mais agressivos e que exigem ferramentas e produtos que talvez você não tenha em casa. Vou deixar um exemplo para que vejam: Motor limpo e protegido para quem é chato com carro - Padrão Ao Raboni. Achei interessante, principalmente a questão do verniz. Só tenho receio de aplicar produtos corrosivos (ácidos ou básicos) pois podem prejudicar as peças. Então, do jeito como fiz achei mais simples e serve para o aspecto que quero.


LAVAGEM DA PARTE EXTERNA


A carroceria é mais fácil, a maioria das pessoas sabem, ou tem seu jeito para fazer. Só é preciso cuidar, que muitas pessoas usam sabão em pó para roupas, pois faz bastante espuma. Não é recomendado! O ideal é usar sabão neutro ou de coco, pois não agridem a pintura (mas o ideal mesmo são aqueles xampus específicos para carro). É o que dizem... Fora isso, há vários produtos disponíveis no mercado, alguns têm até cera líquida na composição. Se você sabe que não poderá passar cera depois, então, é uma opção boa. Contudo, preste atenção, pois após o uso, pode ficar uma camada "gordurosa", que é a cera. Mas é só passar o pano de leve e espalhar bem.

Ah, outra dica é não lavar o carro abaixo de sol forte, pois ele acaba secando a água rápido e acaba deixando as marcas das gotas.
-Primeiro, use uma mangueira ou lava-jato para tirar o grosso da sujeira (pré-lavagem). Passe em toda a carroceria, por dentro dos para-lamas e pelas rodas (não passe por baixo do carro!);
**Veja se na grade não ficaram folhas enroladas, pois sempre tem...
-Se tiver cocô de passarinho, tire eles individualmente agora, mas com cuidado para não raspar (o ideal é retirar logo que suje, antes de endurecer);
-Depois, prepare um balde com água e sabão (o suficiente para fazer bastante espuma) e, com uma esponja grande, passe em toda a lataria, e por último nas rodas e pneus (por último a parte mais suja);
-Então você passa novamente água para tirar todo o sabão;
E aí vem um detalhe importante:
-Antes que a água seque sozinha (com o vento ou o sol), passe uma flanela de microfibra para secar tudo. Conforme ela vai encharcando, você vai torcendo para tirar a água e voltar a secar. O melhor é começar secando pelas partes mais propensas a secar (normalmente nesta ordem: teto, capô, vidros e o resto). Seque por último as rodas. Tem gente que usa jornal para secar os vidros, mas eu acho que com um pano de microfibra já fica bom.
-Para deixar os pneus bem bonitos, eu deixo secar e depois passo o “pretinho”. O que eu uso tem açúcar invertido na composição, pois deixa bem brilhoso. Passe só na faixa (banda) que fica pra fora;
-Para as partes plásticas e de borracha, eu passo Jimo Silicone (ou qualquer similar). Se tiver bem ruim, sei que há no mercado revitalizadores de plásticos e borrachas, é só procurar no Mercado Livre (mas eu nunca testei);
-Para a lataria, é bom usar cera, pois protege do sol, dá brilho, e o carro não suja tão fácil depois. Para isso, eu demorei, mas descobri uma técnica boa. Pode usar uma flanela para passar em áreas pequenas de cada vez e tem que deixar uma camada bem fina, transparente (se botar muita cera, depois fica muito difícil de esfregar). Depois que a cera secar (em uns 10 min), é só pegar uma outra flanela seca, de microfibra, e esfregar em movimentos circulares. Vai olhando contra a luz para ver onde está bem passado ou não. (essa é a parte que mais dá trabalho. Talvez seja bem melhor com uma enceradeira veicular, mas eu não tenho);
-Para os vidros, dá pra passar um pano com água e aqueles aditivos de água de limpa-vidros, aqueles frascos com líquido azulado. Além de ajudar a limpar, deixam os vidros menos propensos a embaçar (também passo de vez em quando na parte interna dos vidros e nos espelhos). Mas não deixe o pano muito molhado, senão ele deixa gotas, que depois secam e deixam o vidro manchado. Pode vir com uma flanela seca em seguida.

Como lavar o carro?
Note os pneus bem pretinhos e brilhantes.

LAVAGEM DOS TAPETES (de borracha)


-Como os tapetes têm muitas reentrâncias e as sujeiras ficam bem entranhadas, acho muito trabalhoso ficar esfregando. Ao invés disso, coloco eles no chão e passo o lava-jato. Sai tudo rapidinho. Tudo mesmo!
-Deixa secar. Ele vai ficar limpo, porém opaco;
-Depois que seca, passe com uma esponja de cozinha aquele produto que se passa nos pneus, o “pretinho”. Dá pra passar Jimo silicone, mas eu prefiro este, abaixo. É um “pretinho” que tem açúcar invertido na composição, o que realça muito o brilho. Daí sim, os tapetes ficam perfeitos!

Como lavar o carro?Apara barro


LAVAGEM DA PARTE INTERNA


-Após ter lavado o carro por fora, provavelmente a lataria interna das aberturas tenha ficado ainda sujas. Então, abra as portas e passe um pano bem molhado (pode ser com um pouco de sabão) e depois seque;
**Bom, eu nem vou citar a parte de você tirar os lixos de dentro do carro, porque imagino que você não seja porco e imagine que isso seja óbvio, hehe.
-Depois vem a parte mais importante: o aspirador de pó, que vai tirar o grosso da sujeira e é o que normalmente fica sujo com o uso normal do carro. Lembra de fazer isso sem os tapetes, e lembra de verificar partes escondidas. No meu caso, tenho dois banquinhos no porta-malas que preciso abrir, pois acumula sujeira embaixo. Os bancos traseiros eu rebato e aspiro embaixo também;
-Para lavar o painel e tudo o que for plástico ou de borracha, pode usar uma flanela com água e um pouco de sabão neutro ou de coco. Daí você passa esse pano em tudo, esfregando mais onde há essas sujidades. Para reentrâncias, talvez seja necessário um cotonete molhado, ou o que você achar melhor. O pano está levemente molhado, ok? A ideia não é formar espuma, pois poderia inundar partes internas... Então, não é preciso secar depois, ele seca sozinho;
-Para dar um acabamento no painel e partes de plástico ou borracha, pode passar Jimo Silicone ou outro similar, usando uma esponja de cozinha;
-Para os vidros eu já citei acima, no último item da parte da lavagem externa;
**Bom, o que eu ainda não sei fazer é lavar o forro do teto, os bancos, os carpetes, ou a parte de baixo do carro. Normalmente nem precisa, mas ainda quero aprender. O meu carpete tem algumas partes escuras, acho que graxa... Passei um pano com água e sabão, como faço no painel. Saiu levemente só. Quando eu descobrir como fazer essas coisas, acrescento aqui.

Porta traseira

Land Rover Discovery 1 300tdi

Land Rover Discovery 1 - Como lavar o carro?

Para um carro de 23 anos, não parece novo?

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