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Dicas de sobrevivência para trilha

Olá, meus amigos! Quem gosta de aventura não perde uma tilha no meio do mato, não é mesmo? Se você é desses, vai gostar de ler essas dicas gerais que selecionei, para não se perder em uma trilha, ou para voltar a encontrar o caminho, se se perder de vez.

Mulher na natureza
Imagem de denkendewolke por Pixabay.


1 - Tenha uma boa noção prévia do mapa

A primeira dica é ter sempre uma boa noção do mapa ao redor antes de sair trilha adentro. Por exemplo, se a trilha é próxima a São Francisco de Paula, você tem que saber para que lado fica a cidade. O que tem ao sul? E ao norte? Uma rodovia por perto? Por isso é bom olhar o mapa antes. No momento em que estiver de fato perdido, já terá uma boa noção de como planejar uma rota de saída. Por outro lado, imagine alguém completamente perdido, sem ter nenhuma noção do mapa. Não sabe se a cidade fica ao sul, ou ao norte. Já pensou? Seria muito mais complicado.

Google Maps, região de São Francisco de Paula


2 - Informe pessoas próximas

Informe algum conhecido sobre onde você pretende ir, quanto tempo a trilha leva. Se você se perder, vai querer que alguém sinta a sua falta e saiba onde lhe procurar, não é verdade? Parece só um detalhe besta, mas não custa nada.


3 - Tenha noções básicas de sobrevivência

Conhecimento poderá salvar a sua vida. Quanto mais, melhor. Mesmo que seja uma trilha fácil, autoguiada, pelo menos o básico você tem que saber. Ajuda muito ver aqueles programas de sobrevivência. Eu sempre lembro daquele, "À Prova de Tudo", com Bear Grylls. Largavam o cara de helicóptero no meio do nada com o mínimo necessário e ele tratava de encontrar a civilização em um ou dois dias. Ele dava muitas dicas. Mas enfim, você não precisa ser um Bear Grylls. Mas precisa pelo menos saber construir um abrigo, se tiver que passar a noite, fazer uma fogueira com os recursos que se tem (fogueira mantém aquecido, afasta animais), orientar-se (pelo sol, pela bússola ou até pelas estrelas). Uma coisa interessante que ele sempre fazia é observar o relevo afim de encontrar um curso d'água. Um curso pequeno sempre desemboca em um maior e assim por diante até o mar. Porém, a civilização sempre se desenvolve às margens dos rios. Então, no caminho dos cursos d'água, provavelmente você irá encontrar algo: uma ponte, uma casa de campo, uma cabana de pesca. Não tem erro.

Córrego em meio à natureza
Imagem de Martin Tajmr por Pixabay


4 - Leve equipamentos básicos de sobrevivência

Ninguém nunca adivinha quando vai se perder. Por isso, não espere estar perdido para lembrar que poderia ter trazido a bússola que deixou no carro, que poderia ter trazido uma garrafa com água, que poderia ter trazido aquela faca que ficou no porta-luvas.

Mesmo se você for se afastar algumas centenas de metros apenas, pense nos equipamentos que poderiam ser importantes caso se perdesse. Podem ser itens leves, como um isqueiro, um boné, um canivete, uma bússola, uma garrafa d'água. Mesmo que seja uma trilha leve, ir sem camiseta pode ser um problemão em caso de estar perdido no mato: mosquitos, vegetação roçando, sol queimando. Assim, sempre inicie uma trilha minimamente preparado. Leve a natureza à sério, pois ela é perigosa, e mais ainda para despreparados.

Pessoa segurando uma bússola
Imagem de goroziya por Pixabay


5 - Sempre considere a possibilidade de se perder

Mesmo que a trilha seja bem demarcada, com um bom trânsito de pessoas, fique sempre atento a possíveis pontos de referência: árvores que se destacam, cursos d'água, montanhas, pedras altas. Embora a conversa possa estar sendo boa, jamais se perca em devaneios enquanto caminha. Fique sempre atendo a bifurcações, ou até locais que pareçam bifurcações. Se necessário, em locais que possam gerar confusão, demarque o caminho com algum sinal, como uma lascada de facão em uma árvore, um galho quebrado, um pedaço de pano amarrado, ou qualquer coisa bem identificável. Vá pensando "se ocorrer de eu me perder, como faria para voltar? Quais pontos de referência usaria?"

Bifurcação da trilha, no meio do mato
Imagem de Bruno Germany por Pixabay


6 - Não saia da trilha, por nada

Sei que para a maioria parece uma dica óbvia, mas sempre tem maluco com ideias "geniais". Por exemplo, "Essa montanha deve ter uma vista muito bonita lá de cima. Vamos lá dar uma olhada?" Ah, legal, só um pouquinho, estou ligando para o helicóptero do Bear Grylls te dar uma carona. Eles vão te deixar lá em cima e depois você dá um jeito de voltar pra casa. hahaha. Gente, a natureza é sacana. Você acha que está indo em linha reta, e não está. Uma coisa é prática de montanhismo, subir em picos nevados, montanhas sem vegetação etc. Outra coisa é subir uma montanha com mato fechado, longe de pontos de fácil referência, onde não há trilha, ninguém costuma ir. Na dúvida, não arrisquem. Mesmo para gente experiente, existem diversos relatos de pessoas perdidas. Isso me faz lembrar daquele outro programa, o "Sobrevivi", lembram? Enfim, não queiram aparecer na televisão, ok?

trilha entre árvores
Imagem de Thomas Hendele por Pixabay


7 - Mantenha a calma, planeje bem

É normal sentir uma sensação de ansiedade, até desespero, no momento em que percebe que está perdido. Nesse caso, não saia por aí sem rumo. O melhor a fazer é parar no mesmo local e ali mesmo refletir um pouco: em que momento podemos ter saído do caminho principal? Além disso, tente olhar bem para os lados em busca de pontos de referência. Normalmente se está bem próximo de alguma referência ou da trilha principal, basta olhar com atenção. E, se normalmente está próximo, grite por ajuda. Alguém pode estar na trilha principal e ajudá-los. Mas, se for tomado por pânico e sair andando, aí sim vai se perder de vez. Outra coisa: marque muito bem o local onde se deram conta de estar perdido, e planeje muito bem o que fazer, para onde ir. Se tiver uma bússola, passe a demarcar muito bem a direção que está indo e as distâncias aproximadas. O objetivo principal pode ser encontrar a trilha de novo. Agora, se isso não acontecer: Bear Grylls! Hahahaha.

Homem seguindo por uma trilha
Imagem de Hermann Traub por Pixabay


Enfim, espero ter ajudado. Quis ser bem amplo mesmo, sem ser muito específico, até porque o assunto seria interminável. Então, melhor mesmo é deixar o resto para uma boa conversa ao redor da fogueira. Mas é bom para ter uma noção geral. Não sou muito velho, mas já fiz bastante trilha até o momento em minha vida, e sou um admirador dessas técnicas de sobrevivência. Espero nunca me perder, mas, se isso acontecer, provavelmente estarei preparado. Bear Grylls que se cuide! Haha! Mas então é isso. Se você gostou desse conteúdo, comente abaixo sua opinião. Vou gostar de ler também as suas dicas de sobrevivência, trocar umas ideias. Abraço e boas aventuras!


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O que aprendemos com o Atacama

Dia 20 de setembro de 2019 partimos de Porto Alegre rumo ao deserto mais árido do mundo, o Atacama, localizado ao norte do Chile. E foi surreal! Voltamos outras pessoas, mais apaixonados do que nunca pela vida e pela natureza.

Foto tirada já no Chile, após cruzarmos a fronteira com a Argentina, no começo do espetáculo do pôr do sol.


Foi fácil? Nem um pouco. Mas a vida sempre me ensinou que não existe aventura boa e fácil ao mesmo tempo, já percebeu? Aquelas mais complicadas, as "indiadas", de perrengues sofridos, serão justamente as que você mais vai gostar de contar para os amigos e parentes. E o Atacama é mais do que isso. O Atacama é desafiador e é bonito demais! Faz qualquer perrengue valer à pena, pode ter certeza.

Assim, a primeira coisa que você precisa saber é que o Atacama não é um local para gente "fresca", daquelas acostumadas com tudo fácil, de mão beijada. Lá, quanto maior a beleza do local, maior a dificuldade. Bom, na verdade, abaixo do sol das 3h da tarde, por exemplo, até para dar uma volta na quadra é difícil. O que separa os aventureiros dos fracos é que estes ficarão o passeio todo reclamando, frustrados, ou até podem desistir, enquanto aqueles seguem em frente e são capazes de sentir a dádiva de estar ali, onde, sei lá, parece a Terra há milhões de anos, ou até outro planeta.

Não é à toa que um dos locais turísticos no Atacama se chama "Vale de Marte". Chama-se assim porque se assemelha muito com o relevo do planeta vermelho. E este é um mirante de onde se pode admirá-lo. Ao fundo, à direita, o vulcão Licancabur, presença marcante na região.


Ao lado do Vale de Marte encontra-se o Vale da Lua, também por sua semelhança.


E se você já foi ao Atacama, e foi de avião, fazendo os passeios com as vans turísticas, que bom, você deve ter visto os geisers, as termas de Puritama, os flamingos, o salar. Mas, sinto-lhe dizer, você com certeza não passou por um dos melhores pontos do local: a épica travessia das cordilheiras dos Andes. Nunca vou me arrepender de ter ido de carro, porque aquele momento ficou e vai ficar para sempre marcado na minha memória. Tanto a ida quanto a volta, mas principalmente a ida, por ter sido a primeira vez.

Flamingos "dançando", num ritual de acasalamento.


Sou fascinado pelos animais. E essa foi a primeira vez que vi flamingos. Não queria ir embora sem vê-los. E, para a minha surpresa, vi bem de perto, na visita à laguna Chaxa.

De Porto Alegre até San Pedro são 2.336 Km. Fizemos em cinco dias. É possível ir em menos tempo, mas nós gostamos de ir parando, de vagar, e conhecendo as localidades pelo caminho. Conhecemos várias cidades e pontos turísticos pela Argentina (o que poderia ficar para outras postagens). Foram rodovias retas e longas, planícies intermináveis, lindo. Mas nada se compara, na minha opinião, à beleza das cordilheiras e à aventura de cruzá-las, principalmente por esse trajeto. Próximo à Salta, começamos a subir, mas de leve. Vai subindo, vai subindo, até que, após Purmamarca, passamos pela  íngreme Cuesta de Lipán, uma parte minhoquenta em que se chega a um pico de 4.170 metros de altitude e depois desce novamente até um platô, que se estende a partir dali por longos quilômetros.

Vencida a Cuesta de Lipán, hora de fazer uma parada para fotografar a vitória e a beleza do lugar.


Depois da Cuesta de Lipán, passamos pelas Salinas Grandes, um salar, algo que nunca tínhamos visto. E depois seguimos por horas em um sol escaldante, em uma reta que não acabava mais. Tudo o que queríamos era uma sombra para fazer uma parada e descansar um pouco. Mas essa seria outra provação do Atacama: não tinha sombra em lugar algum! Nessa planície não tinha uma árvore, nem ao menos cacto. Era tudo uma imensidão plana, castigada pelo sol. Fazia uns 40 graus, o sol "pegando" pelo para-brisa, e, para completar, sofríamos pelo ar rarefeito. E o carro também sofria, pois, quanto menos oxigênio, pior a combustão. Então, ele andava de vagar, com pouca força. A gente perdeu tempo conhecendo os locais pelo caminho e a fronteira com o Chile fecha às 18h, então, imagine que não poderíamos nos permitir fazer mais nenhuma parada, senão teríamos que pousar na fronteira até o dia seguinte, quanto abrisse novamente. Já pensou?


Ao fundo, as Salinas Grandes, onde logo estaríamos. Essas duas fotos eu tirei do paradouro La Pekana, local muito bom para parar, comer umas empanadas e outras delícias. Com certeza uma das melhores empanadas que você vai comer na vida.


Mas, com todas as dificuldades, não conseguíamos acreditar que estávamos fazendo aquela travessia. E deu tudo certo. Conseguimos chegar ao Paso de Jama (fronteira) pouco antes de fechar, e seguimos Chile adentro. E, se as últimas horas em sol escaldante pela Argentina foram desgastantes, da fronteira em diante vimos as imagens mais lindas e espetaculares do passeio. O sol já estava mais baixo, e a temperatura começou a baixar rapidamente.




Antes de começar a descer as cordilheiras até San Pedro, tem um trecho de nova subida, e dessa vez ainda mais alta. Isso após aquele platô. Começamos novamente a passar por entre picos de montanhas, e a maioria com neve, pois chegamos até quase cinco mil metros de altitude, e tudo isso no entardecer. Imagine um céu azul, um ar gélido, por entre montanhas avermelhadas pelo pôr do sol, ou escuras pela sombra. Enquanto isso, nosso carro subindo a vinte por hora, pois estava fraco pela falta de oxigênio. Aquela cena era tão linda, e tão satisfeitos estávamos, que, quando alcançamos o ponto mais alto do trajeto, após tantas dificuldades, tantos dias de viagem, chorávamos e gritávamos de emoção dentro do carro, em comemoração àquela vitória.

Vencendo os picos mais altos. Se ainda tem neve aí, derretendo de vagar, imagine você que a temperatura não passa muio além dos zero graus. Agora, imagine durante a madrugada, com vento.


E esse é justamente o ponto que quero ressaltar. Mais do que um lugar bonito para se conhecer em vida, o Atacama nos mostrou como que a vida é linda, e é uma dádiva mesmo. Num lugar tão inóspito como aquele, em que qualquer organismo encontra dificuldade para sobreviver dia após dia, quem diria que se poderia entrar em contato mais ainda com a própria paixão em viver! Como é bom ter vivido para um dia ver aquelas montanhas, ali, naquele momento maravilhoso! Então, se tem uma vida que vale a pena ser vivida é a de um viajante. E nós podemos dizer que temos muita sorte e que fizemos boas escolhas na vida, para poder ter estado ali naquele momento tão marcante.

Legal, não é? Só que eu nem contei ainda como foi a volta, de San Pedro até o alto das cordilheiras. Na ida, após o ápice da subida, descemos dos quase 5.000 metros até 2.400 praticamente em linha reta, no escuro. Para não desgastar os freios de nosso carro, que tem duas toneladas e meia, usei bastante o freio motor para auxiliar. E o motor gritava lá na frente, enquanto, de tempos em tempos, passava uma placa indicando que, caso faltasse freio, poderia jogar o carro em uma "saída de emergência". Aquilo era quase uma ameaça! Mas daí vinha a pergunta: descer, a gravidade ajuda, mas e pra subir aquilo tudo de volta?

Essa foto tirei na subida de volta. Consegui pegar as lhamas, acima, e as placas de uma das saídas de emergência que vimos na ida, pelo retrovisor. Clique na imagem e aproxime, para ler o que está escrito.
Se tivéssemos subido com a marcha normal, certamente teríamos fervido o motor. É verdade. Até passamos por um caminhão com motor fervido pelo caminho. Mas ainda bem que nosso carro tem reduzida e nós, calma. Engatamos a reduzida e subimos bem de vagar, olhando a paisagem. E que paisagem!

Lhamas à beira da estrada. A da direita parece que também admira o Licancabur.




O icônico vulcão Licancabur - ao lado de seu "irmão" decapitado, segundo as lendas locais contam - nos acompanhou durante toda a subida de volta. Parece que estava ali, nos dando força. Enquanto isso, o som do carro tocava músicas da nossa playlist "De carro pela América", do Spotify, que tínhamos feito especialmente para aquela viagem. E aquilo foi tão marcante que até hoje, quando escutamos as músicas que tocavam naquele momento, parece que somos transportados para aquele lugar mágico, aos pés do vulcão, subindo lentamente.

Aqui ainda estávamos na subida de volta. Que paisagem! Stephanie estava maravilhada.


E é com essa imagem mental que nos despedimos de mais esta postagem do De carro pela América. Espero que todos também possam encontrar lugares mágicos em passeios fantásticos como esse que fizemos. Isso que nem me ative a contar sobre os pontos mais turísticos. Fomos em quase todos, são maravilhosos. Mas isso você lê em diversos sites pela internet, não é mesmo? Enfim, espero que você pense na possibilidade de ir de carro ao Atacama.  É outra coisa. Saia da zona de conforto, faça uma aventura, viva! A vida te chama. Um abraço e boas viagens!


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Uma barraca iglu sobre o bagageiro de teto

Boa tarde, meus amigos! Temos o prazer de apresentar nosso projeto, já testado e aprovado por várias vezes: uma barraca iglu comum sobre o bagageiro de teto! Não fui o primeiro a fazer isso, e espero que, com esta postagem, mais pessoas também possam fazer.

Essa foto foi de um acampamento que fizemos no Brasil Raft Park, no município de Três Coroas. A área para camping ficava mais a frente, e era em um terreno inclinado, com muitas árvores e folhas pelo chão. Não gostamos do local indicado. Mas que bom que, com essa nossa barraca, podemos dormir em qualquer lugar onde o carro puder ficar estacionado.


Tudo ficou pronto lá por agosto deste ano (2019), pouco antes da nossa viagem para o Atacama, onde pudemos acampar sobre o carro diversas vezes ao longo do trajeto de 17 dias até o Chile, passando pela Argentina, em camping e em posto de combustível. Depois, ainda fizemos mais uma viagem para a serra, aqui perto, dormindo mais duas noites em dois campings diferentes. Assim, podemos agora falar com mais propriedade sobre as vantagens (e desvantagens) desse projeto.

Para você que está pensando em comprar uma daquelas barracas tradicionais, que custam mais de cinco mil reais (fora o bagageiro de teto), pare, leia e repense. Estamos aqui falando de um custo de menos de quinhentos reais (preço da barraca iglu, mais o colchão de ar e um piso de EVA). Ou seja, pelo menos 10x menos. E COM MAIS VANTAGENS, MAIS BENEFÍCIOS!

Land Rover Discovery 1 com barraca comum sobre o teto do carro.
Sabe o que é interessante também? Você pode movimentar o carro sem desarmar a barraca, coisa que você não faria com aquelas barracas automotivas típicas de 6 mil reais, pois elas ficam apoiadas no chão pela escadinha. No nosso caso, se eu achar que o local não ficou bom, ligo o carro e saio andando até achar um melhor. Uma vez a Stephanie até resolveu ficar dentro da barraca enquanto eu movia o carro.


Já escrevi anteriormente uma postagem aqui sobre as vantagens e desvantagens de diversas formas de acampamento para viagens longas (veja aqui: Onde dormir em acampamentos de viagens longas?). A quinta possibilidade que discuti na época era colocar uma barraca comum sobre o bagageiro de teto, lembra? Naquele tempo, eu ainda achava que seria preciso montar um piso em chapa de metal. Mas me preocupava que o piso poderia ficar abaulado e acumulando água. Assim, descobri outra possibilidade, ainda melhor: chapa expandida.



E, para não ficar desconfortável, e não tivesse o risco de rasgar o piso da barraca, a solução foi comprar um piso de EVA tipo tatame, montado em oito partes.

Acredito que a dúvida que algumas pessoas podem ter é se não ficaria muito complicado para montar essa iglu em cima do carro. A minha resposta é: não necessariamente. A dica é você comprar uma iglu que seja de fácil montagem, além de, é claro, servir corretamente em cima do bagageiro. Por isso, compramos uma iglu Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black. Fizemos até uma postagem anteriormente falando sobre ela, incluindo um vídeo da montagem. Veja clicando em Resenha: barraca Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black. Não é a única opção. Mas, perceba que esta barraca é pequena, tem apenas duas varetas, e não precisa que se passem as varetas por dentro da lona. É só clipar uma coisa na outra. Portanto, é um modelo de fácil montagem.

Stephanie inflando o colchão de ar. Vejam como a posição para inflar fica confortável. Se fosse sobre o chão, seria preciso ficar abaixado, ou de joelhos.


Mas agora vou explicar como é o processo de montagem de tudo, não só da barraca. Vejam:


PASSO A PASSO PARA MONTAR ACAMPAMENTO


1 - Primeiro estaciono o carro em um local plano, ou o mais próximo a isso.

2 - Depois, subo na traseira do carro com os pisos e começo a montar as oito peças do tatame. As bordas eu colei com cola instantânea, para não ficarem caindo. É muito fácil mesmo. Não preciso nem subir no bagageiro. Fico apenas em pé, sobre o para-choque traseiro.

3 - Depois de instalado o piso, é só montar a barraca. É possível montar essa iglu diretamente em cima do teto, até sozinho, mas para isso tem que adquirir prática, é um pouco mais difícil, e tem risco de cair. O ideal mesmo, na minha opinião, é montar a barraca no chão, e depois levar tudo para cima. Muito mais fácil e tranquilo.

4 - Amarrar a barraca ao bagageiro de teto. Para isso, uso cordinhas simples. E o interessante é que nem preciso catar cordinhas por aí, pois deixo-as sempre fixas aos quatro cantos da barraca. Dobro tudo junto. No meio das laterais há dois elásticos próprios da barraca. Estes alcançam direitinho em dois pinos do bagageiro. Ou seja, a barraca fica bem fixa em seis pontos. Muito mais fixa do que se estivesse presa em espeques tradicionais, no chão.

5 - Inflar o colchão de ar (ou estender colchões de espuma, se for o caso). Nós inflamos com uma bomba manual. Dá um pouco mais de trabalho, mas o colchão que temos tem um sistema de enchimento um pouco mais rápido. Mas, para quem quer mais praticidade ainda, também é possível usar bomba elétrica. Estamos até pensando em adquirir uma. Outro detalhe é que, com a barraca em cima do teto, fica mais ergonômico inflar o colchão, do que com ela no chão.

6 - Pronto. Agora é só levar as coisas pessoais para dentro, como lençóis, travesseiros, cobertor... Como a barraca não é grande, só levamos o essencial. O resto fica tudo dentro do carro, como veio. Melhor ainda, pois não precisa tirar coisas e depois colocar de novo ao fim do acampamento.




Então, meus amigos, o que acharam do projeto? Comente com a gente se você gostou, e principalmente se você resolveu fazer como nós, pois adoraríamos saber que mais pessoas decidiram esquecer das convencionais barracas caríssimas de teto e fazer algo diferente e simples, e com muito mais vantagens! Até a próxima aventura!! E por enquanto nos vemos pelo nosso perfil no Instagram, @decarropelaamerica. Abraço!




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Como aproveitar o melhor de Gramado e Canela sem gastar muito?


Já fomos muitas vezes para Gramado e Canela, pois moramos relativamente próximo, em Porto Alegre. Mas sabemos que tem muita gente que quase nunca vai, pois em geral tudo lá é caro, se você não souber aonde ir.

Land Rover Discovery 1 300tdi 1996, Malandra, do De carro pela América, descendo a Rua Torta, em Gramado RS
Já começo com uma dica das nossas preferidas: a "Rua Torta", em Gramado.


Mas essas duas cidades são lindas e oferecem inúmeras atrações. São tantas que sempre que vamos conhecemos algo diferente. Não é um daqueles lugares que você conhece tudo em alguns dias e não precisa mais voltar. Pelo contrário, você pode voltar muitas vezes e sempre descobre algo novo. A gente costuma ir no mínimo duas vezes por ano. Já conhecemos muito, todas as principais atrações, pelo menos. Então, quero escrever hoje sobre locais bons e não tão caros, segundo a nossa percepção. E você é nosso convidado! Postamos muitas fotos de nossa última viagem a Gramado e Canela em nosso Instagram, @decarropelaamerica. Venha com a gente! E fique à vontade para comentar e perguntar. Vamos lá?


1 – Onde dormir


Se você nos acompanha, sabe que nossa preferência é sempre o camping. Em Gramado tem o Gramado Camping, um lugar lindo, tipo um condomínio de motor homes, em que a opção mais barata é colocar barraca de chão, mas eles oferecem também uma opção muito interessante, umas cabaninhas que mais parecem aquelas casinhas de criança: só tem uma cama de casal e uma cômoda. Dormimos várias vezes nessas cabaninhas e é uma maravilha. Na verdade, fazemos uma coisa bem diferente, armamos um pequeno iglu em cima da cama. Assim podemos ficar livres de qualquer inseto, mosquito ou aranha. O chuveiro é a gás, bem quentinho. Não temos nada a reclamar, só vontade de voltar.

Típica paisagem do Gramado Camping: trailers ou motorhomes dentro de casinhas, e aquela mini-cabana, onde muitas vezes já dormimos.

Stephanie caminhando distraída pelo camping
Gramado Camping
Outra opção para camping é o Parque do Sesi, em Canela. É 30 por pessoa, mas industriário (e acompanhantes de mesma barraca) paga 20, se apresentar comprovante. É localizado em Canela, um pouco distante do centro, mas, para quem vai de carro, sem problema. A estrutura é tão boa quanto o Camping Gramado, mas tem mais área para colocar barraca de chão, e áreas mais apropriadas (gramado e uma boa estrutura próxima das barracas). Chuveiro quente e bom, mas elétrico. Já acampamos duas vezes e gostamos muito. O único problema mesmo é que a vizinhança, por incrível que pareça, é muito barulhenta. Se ouvem cachorros latindo muito, carros acelerando na rua ao lado. Nada tão grave, mas é bom avisar.

Nossa área de camping, com a nossa Malandra (Discovery 1 300tdi de 1996 verde) ao fundo, nossa barraca (Quechua Arpenaz 2 Fresh and Black) sobre a grama ao lado de uma mesa dobrável com coisas de camping.
Nosso local de camping no Parque do Sesi
Para quem não gosta  de acampar, mas quer pagar pouco e ainda assim ficar bem hospedado, outra opção é o Gramado Hostel. Já ficamos lá uma vez e a estrutura é muito boa. Fomos com a família e pegamos um quarto só para nós, com banheiro privativo. Ou seja, não precisa ficar em quarto compartilhado.

Também já ficamos em outras pousadas bem agradáveis. Há cinco anos, mais ou menos, ficamos na Hospedagem Vida e Natureza com os cachorros e tudo, e gostamos. Mas existem muitas outras opções semelhantes, e o que agrada um, pode não agradar outro. Nesse caso, então, o melhor é pesquisar pela internet e buscar algo que seja do seu agrado e bolso.

Já fiquei em pousadas em locais mais afastados por preços bem pequenos, mas a qualidade não era boa, ou era longe de tudo, por isso não indico. Aqui só indico mesmo o que fui e gostei.


2 – Onde comer


As duas cidades costumam ser bem caras para comida nos locais mais turísticos (centro da cidade, por exemplo). Há ótimas opções culinárias. São típicas as galeterias, as sopas, os fondues e os cafés coloniais. Em todas essas opções, se quiser comer bem, vai gastar pelo menos 30 por pessoa. Vale a pena? Olha, eu sempre digo que, para mim, comer bem é uma das principais partes do passeio.

Mas você não precisa comer em locais famosos em todas as refeições e em todos os dias. Eleja o indispensável, na sua preferência. Por exemplo, eu não sou muito de café colonial, porque é muito doce. Como vou várias vezes, da última vez, pelo Dia dos Namorados, fomos comer fondue. Pesquisamos bastante um local que fosse bem recomendado na internet e que não tivesse um preço exorbitante. Compramos por uma promoção no Groupon e gastamos pouco mais de cem reais (no total) na sequência de fondue do “Chateau de la Fondue”. E foi o melhor fondue que já comemos.

Dentro da panelinha, foundue de queijo, bem derretido e quentinho. Ao redor, cubos de goiabada, batatinhas, cenoura e brócolis cozidos e pão dormido. Essa era só a primeira etapa.

A segunda parte é assim: uma bandeja com carnes cruas que você escolhe e coloca sobre a pedra. Ao redor, diversos tipos de temperos, molhos, coberturas. A última etapa, depois dessa, é o fondue tradicional, com frutas da estação e uma panelinha com o chocolate da Prawer. Uma delícia, mas vou evitar a foto. Vá lá e veja com seus próprios olhos. 😉

E as outras refeições? Para almoço, fuja do centro da cidade, onde você pagaria mais de 30 por pessoa. O famoso Eskillo Lanches parece bom, mas não é, e sai quase 20 reais o xis salada. Demoraram uma eternidade para trazer. Mas sabe onde tem restaurantes muito bons e baratos? Na estrada, saindo de Canela, em direção a Gramado. Preste atenção que você verá muitas placas oferecendo buffet livre (alguns até com churrasco), entre 15 e 18 reais por pessoa. Um ou outro são mais ou menos, mas tem uns muito bons. É bom parar, dar uma olhada se gosta, e qualquer coisa seguir para o próximo. Estando de carro, salva o dia. Se está sem carro, ou precisa comer na cidade, pode procurar nas ruas paralelas à principal de Gramado. Mas a melhor opção mesmo, disparado, é o Armazém da Lolô, que fica bem atrás da Igreja, descendo a escada após a Fonte do Amor Eterno, e virando à direita. O local é bonito, bem localizado e tem opções de pratos a la carte bem gostosos por menos de 20 reais. Sempre que vamos a Gramado comemos lá pelo menos uma vez.

Armazém da Lolô
Para o café da manhã, não tem muito o que dizer. No camping, fazemos nós mesmos alguma coisa rápida. Quando ficamos hospedados, sempre preferimos hotel ou hostel que ofereça café da manhã, pois assim não perdemos a manhã toda atrás de comida.

Para a janta, em geral os mesmos restaurantes que se comeria no almoço, mas preferimos comer melhor no almoço e deixar a janta para algo leve, como sopa, ou algum lanche. O próprio Armazém da Lolô fica aberto de noite.

Falando em sopa, experimente a sopa (ou creme) no pão. Comemos uma boa, a la carte, em Gramado, no restaurante Petit Brasil (rua Sen. Salgado Filho, quase ao lado da loja Mãos do Mundo). Achamos o preço justo e a sopa bem boa. Ela é servida dentro de um pão bem grande.

A foto mostra um pão bem grande, com um furo no meio, completo com creme de ervilha. A Stephanie está cravando o garfo no pão para começar a comer. Foto tirada no restaurante Petit Brasil, em Gramado RS.



3 – Onde comprar chocolate


Ir a gramado e não comprar chocolate é como ir a Roma e não tirar foto com o Coliseu: impossível. E não posso recomendar um chocolate barato, pois os mais baratos em geral são ruins, daqueles hidrolisados, cheios de manteiga de cacau. Não economize dessa forma! Melhor então economizar comprando menos chocolate, mas um muito bom, a comprar um monte dos baratos. Quer chocolate barato, compra na sua cidade mesmo, no supermercado, sempre tem. O bom de Gramado é justamente o BOM chocolate.

Tirei a foto em uma vitrine de uma chocolateria de Gramado. Achei muito bonito. São barras de chocolate (uns brancos e outros ao leite), recheadas com passas e castanhas diversas.

Então, só o que eu posso te dizer é indicar as nossas preferências. Pode ser que você não concorde, pois gosto é gosto, cada um tem o seu, né? Mas a nossa preferência é pelo da Lugano, por ter mais gosto de cacau do que outros. Preste atenção, normalmente os chocolates mais voltados para o público infantil são os mais açucarados. Por exemplo, o da Florybal. Eu achei muito doce, não gostei. Já o da Prawer e da Planalto são melhores, mas não melhores que o da Lugano (nossa opinião, ok?). Outra coisa boa na Lugano é o ambiente. Eles costumam ter cafeterias com bom atendimento e um local muito agradável. Experimente o chocolate quente deles também, é muito bom! Sempre tomamos.

Quase todas as lojas te dão provas de seus chocolates. Então, vale a pena experimentar todos para saber qual é do seu gosto, antes de sair comprando pela aparência ou pelo preço. E, novamente, jamais caia naquela tentação de mão-de-vaca do “Olha, esse aqui é mais barato, pois é de uma loja não famosa”. Sei não. Já caí nessa e me arrependi. Achei que chocolate de Gramado era sempre bom, mas não é mesmo. Tem uns péssimos. Pelo menos prova bem antes. E outra dica é o seguinte: as barrinhas são sempre mais baratas do que os “fru-fru” em forma de coelho, de coração etc. Se for pra presente, ok, mas, se é só para comer, compra barrinha mesmo.


4 – Onde comprar outras coisas


Gramado e Canela têm muitas lojas. Não somos de comprar muito, pois achamos mais importante ver, viver e comer, tipo isso. Tentamos levar uma vida mais minimalista. Não compramos por comprar. Mas uma indicação boa é conhecer as encantadoras lojas da Mãos do Mundo. É uma loja de artigos asiáticos, como estátuas de Buda, de dragões, incensos, perfumes de ambiente, bijuterias, coisas simbólicas etc. Tem uma loja em Gramado e outras duas em Canela, sendo uma destas predominantemente de móveis. Inclusive, compramos uma mesa muito bonita lá por um preço muito bom. Já compramos muitos incensos também, copos e outras coisas. As lojas encantam e sempre que vamos à região queremos fazer uma visita.

Nossa selfie em frente à fachada da loja Mãos do Mundo



Mas você também vai encontrar muitas outras lojas bonitas e que vendem coisas que não são comum no Brasil, como a loja de relógios Kukos. Você poderia encontrar uma loja de cucos como essa lá na Alemanha, ou aqui em Gramado (bom, também fizeram uma em Nova Petrópolis, cidade próxima a Gramado). Gosto de ver essas lojas exóticas, mas o preço normalmente é salgado. Se eu quisesse muito comprar um cuco, até compraria, mas não acho que preciso, então só olho. Essa é a ideia.

Foto que tirei dentro da loja Kucos, de uma parede cheia de relógios cucos.



5 – O que fazer


Se você tiver dinheiro, o que não falta é opção. Mas, se você vem por poucos dias ou não pode gastar muito, TAMBÉM tem muita opção 😋. Diria que o principal de Gramado e Canela está ao ar livre: as igrejas, as ruas principais com suas lojas, a Fonte do Amor Eterno, o mirante, está tudo ali, na sua frente! Além disso, há opções que você paga uma entrada pequena, e também há aquelas bem caras, que você tem que pensar bem antes de comprar. Então, vou deixar algumas dicas do que fazer, sendo pago ou não, de preferência locais novos ou não tão conhecidos, mas que nos encanaram de alguma forma especial (não estão em ordem de preferência, ok?).

Fonte com um pequeno chafariz, cercada por uma grade baixa, onde os turistas apaixonados costumam encher de cadeados com etiquetas coloridas, onde constam seus nomes, ou mensagens de amor. Ao fundo à direita, a igreja de pedra, de Gramado.
Gramado está sempre se superando e trazendo novidades. Essa é de pouco tempo, a Fonte do Amor Eterno. É encantadora!

Vista frontal do local.
O Casamento dos Sonhos é um local novo na cidade, onde fazem casamentos temáticos como em Las Vegas. Pode ser do Elvis, do Herry Potter, do Star Wars, ou outros. Tem dois ambientes para a celebração, além de uma lojinha com lembranças e, lá fora, uma carruagem tipo da Cinderela. O local todo é bonito de conhecer e tirar fotos românticas. Clique aqui  para saber mais.

Foto tirada de baixo de uma Sequóia, árvore exótica, do norte da América do Norte
Uma árvore? Não, esta não é uma simples árvore: trata-se de uma Cequóia, uma espécie de conífera nativa da América do Norte. Sabe aquelas árvores enormes que você vê só em filmes? Então, em Canela existe um parque cheio delas, o Parque das Cequóias. Visitamos em 2015. É bonito de ver. Naquela época você apenas passeava por trilhas dentro do bosque, mas agora (li no site) eles também fazem visitas guiadas com piquenique de baixo das árvores.

Esta é parte da escadaria que desce até o pé da Cascata do Caracol, em Canela, em 2015 também. Começamos a descer cheios de casacos e chegamos lá embaixo só de camiseta 😂😂😂😂😂. Ou seja, um belo exercício! Pelo caminho, vimos até um guaxinim, tiramos muitas fotos, e o melhor: entramos em contato com a natureza! Chegamos bem pertinho, aos pés da cascata, dava até para se molhar com os respingos. Então, a dica é o seguinte: não vá de bondinho, vá de escada mesmo, é muito melhor! (Só vá de bondinho se você tiver alguma restrição física...) Bom, em 2018 voltamos e fomos de bondinho porque nunca tínhamos ido. Também é bonito. Mas, se você vai precisar escolher, vá de escada. (Veja se ela já reabriu, pois sei que passou uns dois anos fechada para reforma).

Eu e Stephanie nos beijando abaixo de uma das luminárias do trajeto que circunda o famoso Lago Negro, em Gramado.
Preferi não colocar foto do Lago Negro em si, pois em qualquer pesquisa básica sobre Gramado você verá uma foto dele. Preferi, então, destacar um detalhe secundário desse ponto, mas importantíssimo: a caminhada ao redor do lago. Na verdade, talvez não seja a trilha que enfeite o lago, mas o lago que enfeite a trilha, entende? O passeio ao Lago Negro não seria tão bom se não fosse essa trilha, por isso todo mundo que visita quer dar a volta no lago. E se você é idoso ou simplesmente não pode caminhar, tem uns carrinhos de golfe que levam. E o que dizer dessas luminárias? Muito românticas! Mereceram até uma cena de beijo, hehe.

Parte da frente do carro coberta com uma crosta de gelo da geada.
Para terminar: não tem como explicar a sensação que sentimos ao acordar cedo no Gramado Camping, chegando a -2° de temperatura durante a madrugada, e ver nosso carro assim (veja a publicação no meu Instagram). É difícil ver neve em Gramado e Canela (nunca tive essa sorte), mas a geada daquele dia foi forte, e o frio... "DE RENGUEAR CUSCO", como dizemos por aqui. O frio talvez seja o principal ponto turístico das cidades, é ele quem dá o toque especial. Então, venha no frio, mas venha bem agasalhado!

Bom, gente, espero que tenham gostado. Ninguém conhece tudo, mas temos bastante experiência com essas duas cidades, por já ter ido muitas vezes. Então, acredito que, pelo menos para aqueles que nunca ou pouco foram, isso possa ser de boa ajuda. Se quiserem vir a Gramado e tiverem alguma dúvida, podem deixar alguma pergunta aqui abaixo, nos comentários, pois terei o prazer em responder. Se gostou e quer ser informado de novas postagens, inscreva seu e-mail neste blog, siga-nos pelo Facebook ou pelo Instagram. Um abraço e boa viagem!!


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Como viajar de carro gastando pouco?

Olá, meus amigos! Sejam sempre bem vindos ao DE CARRO PELA AMÉRICA, um blog para te ajudar a planejar suas viagens pelo mundo.

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
Preparando-se para a viagem? Então você chegou ao lugar certo! (Foto de Andrew Gosine, do Burst)

Meu nome é Leandro e hoje quero tocar num ponto fundamental: o DINHEIRO! Sim, novamente ele... Mais especificamente, hoje quero dar algumas dicas para você aproveitar ao máximo sua viagem gastando o mínimo possível.


Cofrinho porquinho
Então, é hora de quebrar o cofrinho, contabilizar as moedas de 1 centavo que ficaram esquecidas. 😂😂😂😂😂 (Foto: Matthew Henry, do Burst)

E por quê? Ora, se você não é daqueles ricos que têm dinheiro para viajar pelo mundo todo sem preocupação com custos, então você deve entender que existe uma balança imaginária em que um dos lados se chama "QUANTO SE TEM" e o outro, "QUANTO SE PRECISA". Correto?

Dessa forma, digamos que você tenha 5 mil reais para planejar uma viagem a dois, e trinta dias de férias para tirar. É possível isso? (Obs.: o foco aqui é viagem de carro, mas o raciocínio que vou mostrar é o mesmo para qualquer tipo de viagem). A questão, meu amigo, não é ser possível ou não. A questão é:

ATÉ ONDE?
ou
POR QUANTO TEMPO?

Ou seja, até onde eu posso ir com esse dinheiro, ou, por quanto tempo posso ficar nesse local. Para encontrar as respostas a essas perguntas, você precisa fazer um planejamento, pelo qual você descobre que terá que, inevitavelmente, FAZER ESCOLHAS.

Principais custos

Normalmente, são estes os principais custos que precisam ser levados em consideração:

  1. Combustível
  2. Estadia (hotel? hostel? camping?)
  3. Alimentação (comer fora? Cozinhar?)
  4. Entradas (pedágios, estacionamentos, tíquetes de entrada em locais pagos)
  5. Passeios comprados
  6. Compras (souvenirs, presentes, necessidades)
Não acho interessante controlar todos os gastos minuciosamente, pois o objetivo é aproveitar o passeio, e não ficar brigando por gastos, sendo "mão-de-vaca" etc. Contudo, é importante sim ter uma noção do quanto se vai gastar, pois a ideia que se tem de gastos normalmente é deturpada: o custo de vida que se leva em sua cidade natal pode ser bem diferente do custo em uma cidade turística, em um país estrangeiro.

Primeiros passos

Mas, enfim, voltamos às perguntas: até onde e por quanto tempo? Bom, não é necessário traçar um passo a passo aqui, pois só complicaria. Vamos aos atalhos logo, ok? Você provavelmente tem uma leve noção de custos, ou pelo menos acha que tem. Então, faça logo uma rota possível, por onde gostaria de ir, e em seguida faça um levantamento dos custos dos itens acima.

Mexendo nas variáveis


Então, se esse primeiro planejamento ficar inviável, comece a mexer nas variáveis: ou você irá viajar por menos tempo (diminuindo o custo com estadias e alimentação), ou fará uma rota mais curta (diminuindo custo com combustível). Ou então, o que é ainda melhor, pense em diminuir os custos daqueles seis itens ali em cima. Como? Vamos ver um a um então...

1 - Combustível

Bom, a principal economia com combustível seria fazer uma rota menor, ou fazer menos passeios pelas regiões, mas eu não acho isso prioritário, pois o principal da viagem é justamente o deslocamento. Mas o que é bom fazer é pesquisar o valor do combustível nos diferentes locais por onde se passa e então planejar onde é melhor abastecer.

Por exemplo, quando fomos para o Uruguai, eu descobri (pesquisando) que o valor do diesel aqui no Brasil estava bem mais em conta do que lá. Por isso, antes de cruzar a fronteira, enchi o tanque. O preço nos postos do Uruguai são tabelados, então, não fazia diferença onde abastecer, mas, me programei para abastecer o mínimo possível, cruzando a fronteira de volta com o tanque o mais vazio possível.

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
Essa foi nossa rota. O tanque da "Malandrona" tem 89 litros, acredite. Fazendo no mínimo 11 Km/l, tem-se que ela percorre 979 Km com um tanque. Na verdade ela faz até mais do que isso. Enchi o tanque em Santana do Livramento, e quando chegamos em Montevidéu, o tanque estava na metade.

Obs.: Sobre viajar para o Uruguai, leia a postagem O que é preciso saber para viajar de carro para o Uruguai?

2 - Estadia

Se você vai viajar em família (pai, mãe, filhos, genros, noras, papagaio) aí uma opção boa é locar uma casa pela Airbnb. Em geral, sai mais barato que reservar mais de um quarto em hotéis. Fora a economia em alimentação, que vou falar no próximo tópico.

Se estiverem em casal, talvez vocês possam achar um hotel mais barato, ou podem ficar em um hostel (Quarto privativo? Quarto compartilhado?), ou poderiam levar uma barraca no carro e ficar em um camping, ou outras formas... Quem tem barraca de teto ou uma "camper", pode dormir sem pagar nada! Se ficou "boiando" no assunto ou apenas quer saber mais, leia a postagem Onde dormir em acampamentos de viagens longas.

Sério, por que gastar uma fortuna para ficar em um hotel com piscina, sala de ginástica e quadra de tênis, se o bom do passeio não é o hotel, mas sim o que você fará fora do hotel? Pense nisso. Bom, tem gente que não gosta de acampar, mas, existem diversas formas de acampar, e você só passa trabalho e desconforto se acampa da forma errada. Calma, ainda quero escrever uma postagem sobre isso. Siga nosso blog, o Face, ou Insta, que você será avisado quanto a postagem sair.



3 - Alimentação

Comer fora é bom. Adoro experimentar a comida e o tempero local! Mas, se você vai passar tanto tempo viajando, não é preciso comer fora todos os dias, manhã, tarde e noite, né? Se você vai ficar em hotel ou hostel, vale muito a pena escolher um que tenha café da manhã. Se você tivesse que sair do hotel e comer algo fora, o custo sairia muito maior, ou você passaria fome. E nada melhor do que um bom café da manhã de hotel! (só tenho raiva quando colocam açúcar no suco, no café, em tudo! 😡😡😡😡 Mas vale a pena, é só por uns dias mesmo...

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
Adoramos café da manhã de hotel!! Ainda mais se for saudável como esse aí da foto! (foto de Brodie Vissers do Burst)


Outra opção seria você locar uma casa pela Airbnb e poder cozinhar em casa. Claro, seria muito chato fazer café da manhã, almoço e janta todos os dias, isso não é férias! Mas, dá pra fazer um lanche antes de sair e um antes de dormir, e almoçar bem fora durante o passeio.

Mas, se você vai pegar o carro e sair por aí acampando, então, a opção mais barata mesmo é levar comidas não perecíveis e cozinhar no camping, ou até em locais pela estrada (posto de combustível, por exemplo). Isso sim seria um overlander "raiz"! O que for perecível, é possível comprar em vendas locais. Enfim, já escrevi sobre isso em O que comer em acampamentos de viagens longas. Dá uma lida lá e se inspire. 😉

Ah, e outra coisa, muito importante. Se pesquisar bem, sempre encontra locais baratos para comer. Em Bariloche um dia comemos num restaurante pensando "Hoje vamos comer bem". Pagamos caro, comemos pouco, e a comida era super estranha. Então descobrimos um bar bem rústico, não dávamos nada por ele. Pagamos barato, enchemos o bucho, e comemos o melhor bife de nossas vidas!! Então, nem sempre o local mais famoso e elegante será o melhor.

4 - Entradas

Aqui não tem muita escapatória. Só o que você pode fazer é evitar levar uma "facada" em locais que não valem o preço. Por isso, é bom pesquisar bem aonde ir, quanto se paga, e fazer um planejamento. Vale a pena ir a Paris e não subir na Torre Eiffel? "Ah, mas tem uma fila enorme! Ah, mas é caro!" Bom, eu iria, não sei você. Pense bem se depois você não vai se arrepender. Mas dá sim para fazer escolhas e cortar certos locais que para você não fazem muito sentido.

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
(Imagem de Pexels por Pixabay)

Quanto aos pedágios, são inevitáveis. Não adianta pensar em pegar uma estrada de chão por uma rota alternativa, que é furada! Ruim mesmo seria um policial corrupto te parar e pedir propina... (sim, já passei por isso, na argentina). "Hijo de putaaaaa!"

5 - Passeios comprados

Mesmo você indo de carro, alguns passeios precisarão ser comprados. Por exemplo, em Bariloche tem o passeio à Isla Victória, que é simplesmente fantástico! A não ser que seu carro tenha a função submarino, você só consegue chegar lá de barco.

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
Foto publicada em nosso Instagram @decarropelaamerica



Por outro lado, tem passeios que eu não compraria, como o dos Sete Lagos, pois é um tour de van que demora o dia todo e mal se tem tempo para aproveitar os locais. Indo com o próprio carro se poderia aproveitar muito mais.

Outra dica é pesquisar onde é mais barato comprar esses passeios. Em geral, comprar daqueles caras que ofertam no local sai mais caro. Quando fomos à Bariloche, entrávamos na internet e comprávamos os passeios dos dias seguintes pelo site da Decolar. Assim, em vez de pagar em Pesos e à vista, estávamos pagando em Reais, e no cartão de crédito, parcelado. Comprar com muita antecedência também seria um perigo, por causa da previsão do tempo. Então, dava para a gente olhar a previsão dali dois dias e ver qual passeio seria melhor.


6 - Compras


Eu já tirei da minha cabeça aquela ideia antiga de ter que levar um presentinho para cada pessoa da família. Um ímã de geladeira não faz diferença na vida de ninguém, muito menos na minha. O mais importante é estar lá e poder ver com meus próprios olhos a beleza dos locais por onde passei, provar os temperos, falar com os nativos, viver como eles vivem!!

De carro pela América: como viajar de carro gastando pouco?
(imagem de PublicDomainPictures por Pixabay)


Ok, mas é bom sim levar pelo menos alguma lembrança, algo útil, ou pelo menos algo que possa ser afetivo, que te lembre da viagem. Por exemplo, do Uruguai eu trouxe uma erva de chimarrão, pois queria experimentar o sabor do mate que eles tomam. Da argentina, trouxe um baralho espanhol, com ilustrações de locais turísticos (além de muito bonito, dá pra jogar de verdade). Sei lá, eu trago minhas "mundiça" também. Algumas até acabam sem uso. Mas me controlo bem. De todos os gastos, esse é o último que penso em fazer. Se sobrar dinheiro, eu compro.

Agora, só pra resumir os pontos mais importantes:

1. Faça um bom planejamento
2. Faça boas escolhas (saiba abrir mão do que não for tão importante)
3. Deixa de frescura e viaja logo!! 😂😂😂

Bom, era isso, gente. Não quero me alongar muito... Então, vou parar por aqui e pedir para que comentem abaixo, se gostaram, se querem que eu escreva mais sobre alguma coisa. Dei só umas primeiras ideias, mas agora é com vocês!!

Então, qual seu próximo destino?

Abraço e boa viagem!! Nos vemos por aí!!

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